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Essa seria uma boa namorada

Ultimamente tenho questionado o estado civil ao qual estou atrelado no momento. Fico me perguntado se é realmente melhor ficar sozinho. Sempre soube que em determinado momento me faria essa pergunta, porque questionar a solidão é algo mais que normal, porém achei que quando a indagação nascesse eu poderia dar a resposta na mesma hora. Hoje vejo que a coisa não é tão fácil quanto pensava (nunca é). Tenho me questionado e não sei o que responder a mim mesmo. Quando a pergunta vem “e ai moleque, não ta na hora de encontrar uma pessoa?”, simplesmente fico quieto, jogado naquele canto da minha mente reservado apenas para os Brenos que perdem a guerra que existe em mim.

Minha mãe me diz que o ser humano é uma criatura social e que precisa de um par para funcionar em perfeito estado. O médico durante a consulta soltou a pérola: “se o Breno tivesse uma namorada não estaria passando por isso!” Então eu me pego perguntando se eles não estão certos. Logo eu, que a vida (a grande vida) inteira não teve dúvidas sobre a vida sentimental.

A manhã de sábado chega e eu tento fazer uma lista com os nomes das garotas que eu namoraria, mas é namorar mesmo, de ir à casa da garota e pedir permissão aos pais. A lista é meio furada, já que a pessoa que ocupa o topo não mora no mesmo estado que eu, assim como os três nomes que a seguem e no final acaba só um nome se salvando nessa relação de “interesse e distância”. “O que fazer agora?” penso novamente. O nome que se salvou não é tão ruim assim e pelo o que posso me lembrar tem um dos melhores beijos que já pude provar, seria uma boa escolha. Mas a coisa não é bem assim. Não posso simplesmente fazer uma lista e tentar conquistar alguém que a ultima vez que vi foi quando fui devolver os DVDs que tinha alugado. Seria errado comigo e com a menina, que depois de muitas horas de conversa pelo MSN durante a semana, provou ser merecedora do segundo lugar. Acho que seria errado comigo mais pelo fato de que não sou de fazer listas, mas seria mais errado com ela, pois sei que essa pessoa merece um cara legal ao lado dela, como o seu ultimo namorado (que era um dos meus grandes amigos do passado).

Os problemas não paravam ai, eu também tinha que fazer ela gostar de mim ao ponto de aceitar um namoro e depois teria que manter a forma em que me encontro (sentimentos nobres e bem relacionado, nada pelo sexo). Porém antes de tudo, teria que pelo menos sair com ela umas três vezes. Foi ai que eu pensei “é fácil, você já saiu com ela uma vez, vai sair de novo, só se lembrar daquela lábia filha da puta que você tinha quando mais novo”. Só que pensei errado mais uma vez senhoras e senhores leitores. Não tenho mais minha lábia e ela não seria tão fácil de conquistar, até mesmo porque se fosse tão fácil assim, não iria valer apena.

Porque não tentar? A amizade ficaria intacta caso eu falhasse e mesmo assim, no fundo no fundo, eu estava cagando e andando para isso. Muni-me de forças e fui à luta. Foram dias e dias no MSN, passando horas que se esvaiam pelos meus dedos, pois eu estava ficando realmente interessado na garota em questão e passei a gostar de gastar com ela quase meu dia útil todo. Em alguns momentos fui afoito e tentem uma aproximação mais dura sugerindo diretamente que estava afim dela, quase me jogando de frente para a fogueira, de uma forma que eu detesto conduzir minhas paqueras, porque não gosto de ser o “necessitado”, ou seja, não curto fazer o papel de chato que consegue pela insistência. Assim como houve horas em que eu a tratei como uma nobre amiga, com que eu nuca teria se quer uma amizade de foda.

Sim, travei batalhas internas até chegar aqui. Brenos dentro de mim sofreram ao ver-me perguntar se tinha alguma chance com ela (ato lamentável, lembrar de nunca fazer essa pergunta), até que o “Breno comediante” falou a frase mais certa: “cara, a garota nem deve saber o porquê dessa sua obsessão com ela”, ao passo que eu falei “ei, é verdade! Ela nem imagina o que é isso tudo!”. Eu estava fadado a um fracasso e talvez por isso falei na cara limpa “ você deve estar se perguntando o porque disso tudo agora”,mais uma vez estava certo, ela não sabia o porque de tudo. Qual foi a minha reação a esse fato tão obvio? Simplesmente menti, disse que quando a vi na rua da ultima vez ela estava mais bonita (o que, felizmente, não deixa de ser verdade). Sei que devia ter contado a verdade, ter falado que de uma lista com cinco nomes, ela era o único que estava perto e que nos últimos dias eu percebi que ela seria a segunda melhor escolha (porque ninguém vai ultrapassar aquela ser que eu conheci num verão passado).

Nesse sábado (23 de agosto de 2008) ela disse que não achava que eu estava dando encima dela. Ponto para o Breno pessimista, que foi contra tudo isso desde o inicio, afinal eu tinha perdido mesmo minha lábia ou ela não funciona via internet. Mas não importa, porque hoje (24 de agosto de 2008), um domingo chuvoso e sem graça, eu tenho a total certeza de que não vou conseguir nada. Essa vai ser mais uma derrota para empalhar e expor na estante da frente da sala de estar, para que os amigos riam das minhas desgraças enquanto tomamos uma boa dose de ilusão. (ta bom! Exagerei nessa ultima frase)

O que eu aprendi nessa história toda? Acho que posso dizer que aprendi a não fazer mais listas, mas o mais importante é o que eu não aprendi. Não aprendi a desistir disso tudo. Sei que amanhã (segunda-feira, dia 25 de agosto de 2008) eu vou conversa com ela mais uma vez e mais uma vez eu fazer insinuações, talvez fique só nisso até ela achar um cara que ocupe o lugar que eu poderia ocupar e fazê-la muito feliz (quanta pretensão Breno), mas principalmente sei que ela sempre foi uma boa escolha.

Só não consigo lembrar o que me levou a sair com ela quando éramos mais novos e nem porque nunca mais saímos. É uma pena!

P.S: Quase pensando em abandonar de vez o outro blog, porque aquele eu fiz para ter audiência e ver meus contos jogados em um lugar fedendo a mofo, parte meu coração.

Como nossos pais

Ganhei meu primeiro quarto aos 18 anos. Durante toda a minha infância, dormi em cômodos coletivos, sempre havia um parente a abrigar, algum momento em que a casa, que já não é muito grande, seria dividida para assentar mais pessoas. O que importa é que no final das contas eu nunca tinha um canto só meu, cresci me acostumando com a presença de outras pessoas quando me preparava para dormir. O golpe falta foi quando a casa foi dividida em duas por tempo indeterminado, pois minha prima havia tido seu primeiro filho.

Vivi longos anos dormindo em várias partes da casa: o quarto dos meus pais, a sala, a varanda (principalmente em dias de calor) e até mesmo no banheiro, devido as bebedeiras. Mas a vida é inconstante e cheia de mudanças. No final de 2006, minha querida mãe parece que percebeu que meus parentes não sairiam da segunda parte da casa, então em um momento de estrema raiva, ela decide que dividiria a casa de vez, deixando-nos assim com apenas um quarto, uma grande garagem, um quintal médio, uma sala pequena, um banheiro minúsculo e uma cozinha menor que caixa de sapato. Sim, eu chorei nesse dia, mas no fundo fiquei feliz, porque sabia que o termo: “casa de noca”, haveria de acabar.

O tempo passou e minha nobre progenitora foi reformando a casa, fazendo da mega garagem uma mega cozinha, o médio quintal em uma pequena garagem e, o principal: a pequena cozinha em o que hoje chamo de minha caixa de fósforos, que seria na verdade meu quarto, mas que pelo tamanho, não pode ser considerado como. O tempo, senhores, provou ser mais um grande aliado, isso é claro, com a ajuda dos créditos fáceis que os bancos estão cedendo.

“Mas porque um post falando sobre a sua casa Breno?” Vocês perguntariam. Bem é fácil de explicar. Nesse ultimo final de semana tive grande surpresas, tais como: meu computador novo (feliz, feliz, feliz), a reforma que vai rolar no quarto dos meus pais e o fato de que eu teria que ajudar na arrumação do quarto para a reforma, ou seja, poeira e mais alergias.

Fico feliz por mamãe e papai ganharem um quarto novo, mas meu lado egoísta, tem que perguntar: o que meu nariz alérgico tem haver com isso? O fato é que não tinha como fugi dessa obrigação e eu teria que arrumar, com poeira ou sem poeira. E é justamente nesses momentos de obrigação, que as coisas mais legais aparecem, pelo menos para mim.

Mexendo em uns papeis velhos acabei encontrando as agendas e diários da minha mãe, que ela começou a escrever quando ficou grávida. Tinha coisas que eu não deviria ter lido, por pura questão de interesse próprio, mas fico feliz de saber que fui muito bem esperado. Ela, minha mãe, deixa bem claro em quase todos os textos que me espera e não que sou um acidente. Também deixa bem claro que no inicio de toda essa epopéia que é minha pequena e conturbada vida, eu já demonstrava certos aspectos um pouco diferenciados, acredito que era até mais inteligente, pois li umas frases que ela anotou e sempre do lado com meu nome. Minha mãe não é aquele tipo de matriarca coruja, que ama seu filho incondicionalmente, acho que até existem condições de mais, mas no fundo gosto dessa postura.

Passei muito tempo reclamando dos pais que tive, de ter nascido pobre e negro num pais que bebe hipocrisia e transpira preconceito, mas hoje sei que tive sorte de nascer em uma família que sempre me estimulou, com pais que sempre se importaram com o que acontecia comigo, mesmo que seja só o medo de que no futuro eu me esqueça deles. Então, post criado só para agradecer pelos pais que tive.

Materializando Sentimentos

Acontece que os sentimentos não têm uma forma física definida, o que acaba por atrapalhar em muito a nossa vidinha. Por exemplo: não nascemos sabendo e nem existe um manual que diga o que é o amor, o ódio, o prazer, o medo ou qualquer um das sensações que costumam invadir nosso coração. Mas eu não vou deixar barato, não senhor, justo eu que tenho a mania de querer o impensado.

Num dos meus devaneios diários dentro da condução que me leva até o local de trabalho, vim tentando imaginar uma forma de criar um manual de vivencia onde constaria um pequeno catalogo com descrições de momentos ao qual podemos atribuir essas sensações e sentimentos. Não foi fácil e acabei desistindo no meio do caminho, porém percebi que havia criado uma brincadeira interessante para ocupar minha mente vazia que, quando nesse estado de inércia, costuma me levar a uma depressão.

A brincadeira é mais ou menos assim (é mais ou menos, porque quando eu ia pensar nas regras, havia chego o ponto aonde eu salto): Você pensa num sentimento comum, daqueles que agente tem durante o dia todo e nem percebe e depois tenta imaginar uma situação que os descreva. Não é a coisa mais legal para se fazer, mas quando a mente está vazia, pode ser a brincadeira mais legal que você já teve, mesmo comparado aquele inesquecível pique esconde que você deu seu primeiro beijo.

Minha primeira tentativa deu um resultado meio estranho, pensei em qual cena descreve o sentimento de prazer. Primeiro pensei em imagens relacionadas a atos sexuais, mas a coisa não desenvolvia com êxito, porque faz um tempo que eu não sei o que é sexo. Depois pensei em cenas referente ao ato de comer, só que também não fui muito longe, já que ultimamente tudo me deixa enjoado. Então, logo quando já estava desistindo, pensei em algo inesperado. Vou descrever a cena: um cidadão qualquer em uma pequena fila de espera enfrente a portões grande de ferro, ele não sabe muito bem porque está ali, só que precisa estar ali visto que algo bom irá acontecer, então os portões de ferro que o separavam de desse algo bom que ele espera, se abrem e revelam um simples galpão na regiam portuária do Rio de Janeiro. O cidadão olha para os lados e percebe que se encontra no meio do show de sua banda preferida e a partir daquele momento ele entrega seu corpo, sua mente e sua energia aquele lugar e aquelas pessoas que estão ao seu lado ou no palco.

De fato a cena que para mim descreve o prazer é a do dia em que fui ao show do Sepultura. Pode não ser o programa mais legal para a maior parte de vocês, mas para mim foi como ir ao céu (ou ao inferno no caso) e voltar. Na hora sentia como se o mundo não existes e eu fosse apenas uma partícula no universo, e isso de fato é prazer, se desprender de tudo e alcançar o seu nirvana pessoal.

Espero que a brincadeira sirva para vocês (os poucos que lêem o essa bodega) tanto quanto serviu para mim.

Meu futuro....

Dizem que os poucos homens que tem a “privilégio”de deslumbrar o seu próprio futuro, são: ou muito bem sucedidos, ou morrem por enlouquecer. Bem, não sei ao certo o que irá acontecer comigo, porque essa semana eu tive esse “privilégio-maldição”. Quando vi aquele ser careca, com um óculos torto, uma calça preta de brim um pouco suja, uma camisa pólo bem velha, segurando o braço de sua senhora, entrando no ônibus, no mesmo ônibus que eu estava, fiquei meio atordoado. Não que eu tenha algum tipo de tara geriátrica, é só que eu percebi que acabava de ver meu futuro. Sim senhoras e senhores que ainda lêem o super nada, eu vi meu futuro e não precisei de bola de cristal, ele simplesmente estava a minha frente, materializado em forma de gente.
Não foi a visão mais bela que eu tive, para ser bem sincero eu não gostei nada desse meu futuro. Fique com um pouco de medo. Mas não me deixei abater, precisava saber mais sobre aquele ser que ali estava, então cheguei mais perto para verificar o tom de voz e o assunto que ele discutia com sua senhora. Fique assustado mais uma vez, pois ele tinha o mesmo tom de voz que o meu (só que mais velho é claro) e o desgraçado estava falando sobre política, me pergunto o quanto àquela senhora já teve o que ouvir.
Mas não foi só sentimento de surpresa que se abateu sobre a minha pessoa. No final da viagem, fiquei pensando sobre o que eu podia concluir daquela visão, acho que todos sabem que eu não tenho crenças e que só acredito no meu potencial, mas nesse dia, especialmente nesse dia, me senti tentado a acreditar que aquela visão era um aviso divino. Talvez aquele homem fosse só fruto de minha imaginação desmotivada pela falta de música no momento. Talvez ele fosse realmente um aviso de um ser superior de que a minha vida não está indo pelo caminho certo ou que está indo pelo caminho certo e que aquele seria o meu fim triste, caso não tivesse mudando tanto. Mas o que importa mesmo é que, se aquilo foi um recado dos deuses, provavelmente foi um deboche comigo, porque me fez chegar a acreditar em deus. Não quero me tornar o que eu vi, e não é por ele ser feio, careca, cabecinha de Paraíba e quase cego, é por ele ser pobre, o que eu sempre luto para não ser.
Pobreza, jovens, e a segunda pior coisa que pode se abater sobre um ser vivente. Não existe, pelo menos que eu tenha vivido, nada pior que se abrir uma geladeira e não se ver o que comer e olha que tem gente que nem geladeira tem. Não quero ser pobre, porque já senti fome, já senti frio e tenho o poder de aprender e sentir vendo os outros vivenciando.

Queria terminar esse post com alguma palavra de consolo para mim mesmo, mas acho que isso é meio impossível. Tenho vivenciado uma volta a fase: “Breno, o terrorista”, não to sabendo o quero, e isso é estranho, porque sempre fui muito decidido. E fora que velhos hábitos estão batendo a porta, quando passo por uma banca de jornal que vem cigarro fico pensando “só um não vai fazer mal”, basta a menor partícula de álcool dispersa no ar para que meu corpo gele e eu lembre que aquele líquido pode me esquentar e ontem, dia estranho, passei por dois caras fumando maconha e pensei como seria bom ter aquele sensação de onipotência de novo. Até mesmo comecei a pensar sobre a utilidade desse blog e se ele deve continuar no ar...

P.S: sem mais P.S...

Tenho medo de que?

O pior pesadelo que já tive foi quando sonhei que estava no meio do mar boiando a alguns metros da superfície, mas sem encostar os pés no fundo. Não me afogava, muito pelo contrário, eu podia “respirar” bem no fundo do mar. O considerei o pior pesadelo, pois foi depois dele que, finalmente, fiquei ciente de que também tinha medo. Lembro como se fosse num quadro embaçado... eu estava lá, bem no meio do mar, boiando na vertical, quando notei que atrás de mim se encontrava a maior baleia que meus olhos jamais haviam visto. Ela, a baleia, era simplesmente gigantesca, de um tamanho descomunal que, naturalmente, não existia igual na vida real. Mas não, eu não tenho medo de baleias. Meu medo não se refere a cetáceos gigantescos e sim a qualquer coisa gigantesca. O próprio mar já pode ser considerado como meu maior inimigo, maior até mesmo que o sol, com que travo uma séria guerra.


Eu tenho medo de qualquer coisa que seja maior que eu ou que não possa controlar. O mar, desertos, grande campo abertos, são realmente o que temo. Por quê? Até hoje eu não sabia direito, porém quando estava voltando para casa dentro do ônibus, pude finalmente chegar à conclusão dessa questão que me assola desde aquela noite em que acordei molhado de suor só porque uma baleia gigantesca estava as minhas costas entoando seus lamentos. (In)Feliz descobri o porque do meu medo da imensidão: só temo os grande ermos , pois eu mesmo virei um grande deserto.


Quando era mais jovem (que fique claro que falo de idade mental), decide que viveria mil anos em apenas um, então me joguei de cara em um grande turbilhão de ações e emoções, que nunca tinham fim, sempre me levando para mais fundo do que eu já estava. Conseqüentemente acabei ficando marcado para e hoje, aos dezoito anos, me sinto como uma árvore que floresceu mais do que deveria e agora precisa morrer afim de ceder lugar as novas gerações. Fui ficando vazio. Dentro da mente, antes habitada por centenas de eus errantes e desconexos, nesse momento, muito mal existem dez. E esses “sobreviventes” são variações descoloridas de personalidades que assumi algumas vezes, e que não representam nem metade da minha verdadeira loucura, constituída de inúmeros versos vivos e colorida, que um dia já foi minha cabeça. Sim, havia mais de um Breno dentro desse Breno que pensa ser o principal, e cada um deles estava em um formatado totalmente diferente de seus iguais em sela.


Imagine uma pessoa bipolar que, sem saber, vai matando uma de suas personalidades, envenenando a si próprio com pequenas doses de realidade crua, pois é exatamente assim que as coisas aconteceram comigo. Minha mente se tornou um grande ermo, onde, antes, minhas personalidades mal tinham espaço para esticar as mãos. Só me resta o ermo e poucas, quase nenhuma, personalidade para ocupar.


No principio acreditei que era só o sinal da velhice precoce, provocada pelo excesso de café e livros existencialistas, mas com o tempo não pude deixar de notar que “personifictivamente” estou morrendo. Meu medo é morrer como um ermo.


Um dia fui grande, agora só me resta ser normal e viver entre os mortais.


Acordar às cinco e meia, tomar um longo banho quente, tomar o ônibus, trabalhar, voltar com o ônibus, escrever coisas que não vou publicar. Talvez eu (o Breno Artista e o Poeta, ou o que restam deles) nunca mais escreva. Vou deixar essa função para o outro Breno (o critico), que vai inundar o mundo com suas opiniões irrelevantes. Ficarei só sentado, esperando que o anjo da morte venha colher mais uma personalidade fraca, que não pode sobreviver a essa guerra declarada pelo Breno consumista.


P.S: Mais um post louco... tenho que parar com esse tipo de texto...


P.S1: Muito obrigado para quem vem acompanhando o blog...

Velhos fantasmas

Vez ou outra encontramos um fantasma, que julgávamos estar perdido no meio daquela mobília velha que levamos para dentro da garagem de nossas mentes na esperança de que esqueçamos esse ser de ectoplasma tão odiado. Mas porque o odiamos mesmo? Eu, por exemplo, odeio os fantasmas que me fazem lembrar que um dia cometi um erro de julgamento ou das vezes que eu abri meu coração, claro que sou motivado pelo fato de que nas poucas vezes que abri meu coração, tive o órgão destroçado. Então, quando se forma em min um desses seres, faço logo o serviço sujo e os enterro.

O problema é que nunca podemos controla o que vai acontecer, afinal de contas ainda somos humanos, e o “destino” ou o “acaso”, não nos é subordinado, então numa bela manhã de segunda feira, você da de cara com um desses fantasmas e se pergunta: “Ué, eu não tinha trancado ele no porão?!”. Sim jovens amigos leitores, os fantasmas se desprendem com tremenda facilidade das correntes ais quais são aprisionados, e eles tem o péssimo hábito de zanzar por ai, passando justamente pelos mesmos lugares que você costuma passar.

Hoje foi um desses dias, em que os fantasmas andam pela face azul da terra em plena luz do sol. Estava indo para o ponto final da condução, na tentativa de conseguir ter uma viagem de melhor qualidade, então de repente, assim como os magos sumonam seus elementais, vejo uma das minhas fantasmas preferidas caminhando na direção oposta a que eu mantinha naquele momento. Juro que ver a Gisele (sim a Gisele, acho que já falei dela por aqui, mas se não falei vou falar em breve) depois de seis meses, foi quase tão mortal como da ultima vez que a vi, só que dessa vez, para minha sorte, ela não tentou falar comigo, acho até que fingiu que não me viu, porque eu fiz o mesmo e espero que ela não tenha percebi que fiz isso. Como estava com o mp3 no ouvido, com o volume no máximo, não podia simplesmente atravessar a rua, tive que olhar para os lados com todo o cuidado de evitar olhar para ela. Enfim, foi uma dor de parto, já que eu estava parindo uma dor que havia enterrado bem no fundo. Para piorar, contrariando todas as noticias alheais (ainda não sei por que eu acredito no que me dizem), ela está mais linda do que nunca.

...como agora a minha nova mania é fazer posts duplos...

Esse final de semana ri mais que o normal, gastei mais dinheiro que o normal e fiquei mais sozinho que o normal. Primeiro que, continuando o post anterior, estou cada vez mais virtual e menos pessoal, o porque ainda é desconhecido por min, já que sempre gostei de me relacionar e de fazer parte de pelo menos um circulo pessoal (mesmo que composto de só três pessoas). Também voltei a ler O manifesto comunista, e esse é o motivador da minha alegria maior, é só ler as seguintes frases: “As leis, a moral, a religião são para ele (o proletariado) meros preconceitos burgueses, atrás dos quais se ocultam outros tantos interesses burgueses...” , “Os proletários nada têm de seu a salvaguardar; sua missão é destruir todas as garantias e seguranças da propriedade privada até aqui existentes” ou “A sociedade não pode mais existir sob sua dominação, o que quer dizer que a existência da burguesia é, doravante, incompatível com a sociedade.”, que eu dou gargalhadas seguidas e sem parar, fico até me perguntando se em algum momento Marx realmente acreditou nisso tudo, mas...

Também queria avisar aos nobres colegas que atualmente participo da construção de um terceiro blog que atendera pela nome de Trêsnecessários, aonde escrevo em conjunto com outros dois colaboradores. Quando toda a poeira das obras for varrida e as paredes estiverem secas, farei questão de que os nobres passem por lá, afim de ler algumas criticas que faremos a assuntos gerais.

PS: obrigado por chegar até aqui...
PS: Atualizado contos, café, poesia...

Eu+raiva=post emo

Tome cuidado ao ler o post, esse foi feito cheio de raiva e ódio de min mesmo...
Escrito no dia 30/06, caso eu post depois...
Se for possível, leia o post anterior a esse primeiro, e só depois leia o que aqui segue...
Tem horas que eu tenho que dizer à min mesmo: “Tá vendo? Você fez papel de idiota!” É sempre que eu digo algo sem raciocinar (tem acontecido com muita freqüência). Que seja uma piada sem graça (devido ao cinismo poucos podem intender), uma cantada que não devia ser dada (acabou de acontecer), ou até mesmo uma palavra que sai sem querer. O importante é que no final do dia, quando eu for contabilizar as merdas que fiz, acabo vendo que não devia ter falado nada, percebo que antigamente eu ganhava mais por dar uma de “cego-surdo-mudo”, vejo que ser anti-social é a melhor escolha.
Só para descrever um desses momentos: Ta rolando uma pequena baixo nos estoques de copos do lugar aonde eu faço estágio. O “cara” que trabalha comigo rouba uns copos e esconde para nós usarmos quando for preciso, e somado a esse fato tem um bebedouro bem na minha sala. Conclusão, nós meio que controlamos quem vai beber água e quem não vai. Até ai a coisa tá ao meu favor. O problema começa quando eu viro para uma estagiária (que eu sei que nunca vou pegar) e digo (depois de dar um copo), com a voz mais doce que tenho: “um dia você me pagar esse favor!”... Pronto, dei brecha para ser esculachado, a garota virou e fala: “Só se for te dando outro copo né?!”...

...Minuto de silencio pela minha alma que vai para o sexto circulo do inferno (isso porque o sétimo é para pais que matam suas filhas jogando-as do sexto andar)...

Porra... eu sou um escroto e devia ter ficado calado (num disse que uma hora eu ia dizer). Isso aconteceu não tem nem dois minutos. Eu sei que ela não me dá nenhum tipo de mole (e que nem adianta lutar), e ainda uso a pior cantada (não que eu seja bom nisso)? Sem erro, sou uma besta. Agora vou dormir com essa na cabeça. Porque? Porque no dia que ela quiser me gastar (isso aqui no rio é a mesma coisa que fazer chacota) vai falar isso, e podem ter certeza que eu odeio que as pessoas façam chacota comigo quando eu to errado. Se ficar me gastando quando não tem podre meu para contar, fica até feliz, mas quando a pessoa e eu sabemos que a coisa aconteceu, ai minha moral baixa, fico malzão, na maior depre. Ainda não tinha dado um mole desses até agora e pode fechar o ano bem, sem que ninguém pudesse jogar nada na minha cara. Agora vou correr da garota, vou trata-la de modo frio (porque eu brincava com ela sem maldade nenhuma, sem segundas intenções), pode ser até que eu pare de pedir as coisas quando precisar.
Eu tenho uma regra: Nunca de encima de ninguém. Porque(novamente)? Para que a pessoa não tenha nada contra você. Mas e ai? Nunca vou “chegar” em ninguém? É bem por ai mesmo, tipo esperar as coisas vir. Mas se eu estiver muito afim daquela garota ou daquele cara? É só chegar e falar na cara que tá afim. Breno, tudo não tem um porém? Sim e o porém dessa minha regra, é que ela não se aplica em lugares que você tem vínculos, como escola, trabalho ou igreja.
Nos três anos de segundo grau (2005, 2006 e 2007) só peguei uma garota da minha sala (só estou contabilizando minha sala mesmo), e essa uma, foi quem deu encima de min (louca). Pode parecer doidera da minha cabeça, só que vocês não imaginam as coisas que eu já vi o pessoal fazendo lá no colégio. Era garoto tomando fora de garota (tipo: “Você beija mal, otário!”) na frente de todo mundo, garoto dizendo que a mina era mó piranha... bom, enfim...eu não queria essa vida para min, então nunca dei encima de ninguém, e isso não me fez menos feliz...

Relatório final:
To muito puto comigo mesmo...
Quero explodir o mundo...
Se na segunda ela rir de min, vou encher a cara dela de murro e dizer que se ela contar para alguém eu mato...
Não devia nem estar escrevendo esse post...
O post foi bem infantil....
Mal escrito...
Cheio de erros de português...
E chega disso...
OBS: Por favor, quando acabarem de ler, deletem as informações que foram adquiridas...
OBS: Nem era para ser OBS, o certo seria OS, mas foda-se, tenho que ser eu,
o diferente...

“This is the modern way”

“This is the modern way”, é com essa frase que começo meu post. Quem vê o jornal da Record logo pela manhã, nem vai precisar que eu explique o porque de eu estar saindo do (quase) pacto que eu fiz de evitar (tentar) escreve algo nessa língua (sem poesia), chamada de inglês. Bom... o papo é o seguinte: A Inglaterra liberou o uso de embriões híbridos em pesquisas. Mas o que são embriões híbridos? Hummmm.... lembra de X-man, é quase isso. Os embriões híbridos tem metade de seu código genético humano e metade animal. Colocando de uma forma mais simples, eles vão cruzar homem e animal.

É obvio que qualquer explicação que eu de sobre o assunto, vai sempre ser incompleta, primeiro porque eu detesto biologia (nunca me importei em entender porque eu nasci com o cabelo crespo e negro) e segundo porque eu fiquei tão eufórico que não prestei muita atenção na parte da reportagem que era destinada a explicar melhor o sistema.

Mas, que se foda os termos técnico. O que realmente importa é que eu vou estar vivo quando os mutantes vierem, e eu não estou falando da banda dos anos 60! Cara, isso é quase um sonho. Só de saber que agora um homem pode ter suas qualidades genéticas melhoradas sem precisar do esforço físico de se estar em uma academia, basta que, quando concebido, ele tenha seus genes modificados (seriamos seres humanos transgenicos??).

Tá! Eu sei que a coisa não é bem assim, mas é que hoje eu quero dar uma viajada, porque sempre sonhei no dia em que a ciência ia encontrar uma forma de vencer a morte (só para jogar na cara de Deus, que realmente somos a sua imagem e semelhança, até imortais seremos). Tá bom, mas o que a pesquisa com embriões vivos tem haver com a imortalidade? Se você fez essa pergunta começa a tomar cuidado da sua imaginação. Esse é só um dos pequenos passos que damos para chegar mais perto do objetivo final. Eu acredito que o próximo será misturar homem e máquina.

A verdade é que, por mais que a natureza lute e que os eco-chatos digam que ela esta vencendo, nós (o ser humano, a máquina que não para nunca) vamos vencer essa guerra e evoluir. Um dia (quem sabe) o homem vai controlar a natureza. Um dia iremos ser tão poderosos, que seremos capazes de criar matéria do nada, ou seja, sermos capazes de criar vida ou de tira-la sem nem alterar a condição inicial do ser.... (to passando mal cara, é sério!!!)... eu chego a ter orgasmos quando penso nesses coisas.

(Fui até o banheiro e joguei água na cara...)

Não, não posso mentir Ainda to passando mal com a notícia. Só uma pequena história: Quando eu era menor, tinha a péssima mania de tentar fazer a pessoas pensarem igual a min. Um belo dia, na casa de um pastor (que é amigo da família), seu filho e eu estávamos jogando um Game no PC, cuja história tinha haver com “você” (o personagem do jogo) ser uma mutação genética com características animais. Me lembro que o (idiota, babaca, escroto, tosco, esdrúxulo, covarde e descrente (sim, porque se você não acredita na ciência você é descrente) pastor, disse com todas as letras: “Esse tipo de coisa nunca vai acontecer. Deus é poderoso. Ele não vai permitir que estraguem sua melhor obra”.

Cara, quando meu pai me chamou para ver a reportagem, fiquei pensando naquele pastor, vendo a mesma reportagem logo pela manhã, com seu modelo de família perfeita, sentada a mesa com comida suficiente para acabar com a fome na África. Depois pensei nele cuspindo suco de laranja na cara de sua esposa, porque ficou assustado com a notícia...

É fato gentis donzelas e nobres cavaleiros: Esses são os caminhos da modernidade, e ninguém para o carro do homem, que vai deixando a carroça de Deus para trás...

Letra de uma música que eu adoro:

"Devoro exércitos, devoro exércitos,
canto para os pássaros, corro nos desertos, nem
a vontade de mil conselhos pode me deter.
Devoro exércitos, devoro exércitos,
o sangue negro feito petróleo da boca escorre e
me deixa mais forte.
Nem São Jorge irá te proteger.

Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus.
Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus."


OBS: Sim, esse foi aquele tipo de post polêmico que eu devia evitar, mas eu até que gosto de levar esse tipo de polêmica.

OBS: Ainda tenho o outro blog Contos, café, poesia...Então é só entrar lá e ler as minhas tentativas de contos e crônicas.

Masoquismo...

Sempre temos problemas, porque a vida perfeita e sem problemas é um saco. Então posso dizer que uma vida sem problemas, mas também sem novidades é, necessariamente, pior que um porre de vinho doce? Acho que sim. Minha teoria é que: por mais que se diga detestar uma situação, você, na verdade, a ama e não viveria sem ela (isso saiu meio hipócrita, né?). Sei que minha afirmação serve perfeitamente para o masoquismo e que não tem nada haver com o dia a dia, porém parem para conjecturar comigo só mais uma vez: O que seria de você sem seu patrão chato? Sem seus amores errantes? Sem a topada na pedra? O que seria do seu blog (isso se você tem um) sem a coisas que te acontecem de ruim? É, porque ninguém escreve só sobre alegrias, já que a alegria não precisa ser dita, não precisa de meio intermediário. A tristeza prefere ser escrita, como uma doença que deve ser documentada na esperança de poder ajudar outros a não sofrer do mesmo mal que você sofreu. Não vejo muita graça em dizer que eu quase tenho orgasmos quando vejo um sebo (livraria) perto do lugar aonde eu trabalho, ou dizer que eu encontrei uma banda nova que me ajuda a viver e aturar meu dia a dia com suas músicas mais que legais. Agente até escreve sobre essas coisas, só que uma vez ou outra, e se escreve sempre elas, o post tem que conter um porém para que possa estar em equilíbrio com essa relação de dor e felicidade...

Nunca tive um diário (não sei porque), mas tenho um blog (dois na verdade) e acho que isso já conta como uma espécie de diário. Admito que depois que criei o Super Nada, comecei a me identificar com aquelas garotas que só ficam escrevendo suas desventuras em um caderninho cheio de floreios. Podem me julgar (porque eu sei que todos julgamos sempre, mesmo que isso seja errado), mas hoje eu vejo que se eu paro para contar algo bom e legal, fico meio perdido. Mas se rola um assunto polémico, de apelo emocional, de cunho racional, eu dou a prefêrencia.

No inicio do post eu generalizei um pouco a coisa, e afirmei que tudo mundo curte sofrer, e não vou mudar agora o que disse, só vou delimitar um pouco: "Todo mundo curte um masoquismo, só que cada um aguenta o quanto pode!"

OBS: Senhoras devassas e senhores derrotados o Contos, café, poesia volta a viver. O nome do post é Basta um tiro..., espero que as crianças gostem, e sei que saiu uma coisa meio Nelson Rodrigues, mas acho valido dar uma lidinha, nem que só para me agradar...

OBS: Fazer um pouco de propagando não faz mal a ninguém. Um jovem (uma tal que foi muito importante para mim) criou um blog, então gostaria de que vocês dessem uma pequena lida lá sempre que puderem. O blog é o Desfechos e Fechaduras...

Silêncio

Acordei um pouco mais tarde e fiz a barba sem pressa nenhuma. Quem me visse no banheiro ia achar que eu sou o patrão e não o estagiário. Hoje [22 de abril] é um dia propicio a não deixar a pressa tomar conta da vida. O dia nasceu como eu gosto, nublado e frio. Simplesmente bateu o bom humor no primeiro instante em que levantei e notei que o chão estava gelado.

Durante todo o caminho que a condução fez [que por acaso é o caminho mais longo], não ouvi se quer uma estrofe de qualquer música que seja, porque quando eu estava caminhando para o ponto de ônibus, a pilha do mp3 acabou e eu esqueci de trocar, mas isso não importava, continuei com os fones no ouvi. Para min, estar ouvindo música era o de menos, na verdade não queria que alguém viesse conversar comigo e acabar com a minha paz de espirito. Tudo estava perfeito: o dinheiro já estava trocado [uma nota de dois reais], as velhas estava caladas, não tinha nenhuma criancinha de colo chorando e por acaso alguém ia saltar no mesmo ponto que eu, e tudo isso cominava no fato de que eu não ia precisar dar um pio sequer até chegar na porta giratória do banco em que trabalho. No meu contexto, uma manhã perfeita. E não para por ai não, as coisas estão só melhorando, porque eu não tive que dar bom dia a nenhum guarda quando entrei e eles revistaram a minha bolsa, mas não foi por falta de educação, foi por educação demais, eles estavam conversando e eu não queria atrapalhar.

Agora pouco [agora mesmo, porque eu estou falando desse momento em que escrevo] cheguei na sala aonde eu trabalho e não vejo alma viva. Não tem ninguém que seja do meu setor [tirando o Leo, gerente de Habitação, que está mais para amigo do que para chefe, até chamo ele de “braço”].

Sei que esse não é um daqueles post inflamados de sentidos e razões que eu costumo escrever, mas hoje [por mais estranho que pareça] pude perceber que eu gosto mesmo é do silêncio. Acho até que usar a palavra silêncio é abrangente demais, porque o que eu não gosto é da voz das pessoas. Que eu sou meio louco todo mundo já sabe, mas quando eu acabei de perceber isso, fiquei com um certo frio na barriga, já que eu sempre me considerei um cara comunicativo e tudo mais, e não consigo entender porque estou gostando tanto desse silêncio com seus pequenos sons, tipo: a impressora [o Leo chegou cedo e já está trabalhando], o ar condicionado, o som das teclas do teclado, meu pé batendo no chão de mármore, esses sons que agente não consegue ouvir quando alguém está falando.

Só fico triste de saber que todo esse silêncio vai acabar assim que o banco abrir [as 10 em ponto] e os clientes começarem a subir para saber de seus “probrema” de “emprestimu”, e eu [um simplório e subserviente estagiário] vou ter que ouvir suas vozes fanhosas, esquisitas, sem harmonia, além de sentir o cheiro que eles trazem. Meu dia vai voltar a ser um pequeno inferninho, aquele que eu gosto tanto e faço questão de esfregar na cara de todos os que lêem esse blog.

Sim, eu havia dito que não ia mais prender o blog a questões pessoais e que ele iria falar mais do mundo e menos de min....E peço para que você releia o post todo se for preciso para entender que esse foi o post que menos falou de minha pessoa. Eu só falei de um único indivíduo a todo estante: o silêncio, amigo esquecido de todos.
Só queria deixar uma única pergunta: porque as pessoas não fazem silêncio?


OBS: Senhoras libidinosas e senhores masoquista, quero lembrar mais uma vez que eu tenho outro blog... é eu sei, isso esta ficando chato, mas é que o pessoal tem passado no Contos, café, poesia [um dia, quem sabe, eu explique a falta do “e” entre a palavra café e a palavra poesia] e não tem comentado nada, meio que eu fico sem saber se o conto é legal ou apenas uma mediocridade minha....

OBS2: Sinto por não estar passando com mais freqüência em alguns blog, é que me sobra tarefas e me falta tempo, mas juro que eu vou comentar nos que entrar.

OBS3: Valeu gente que comenta no Super nada, mesmo! O blog não é de vocês, mas é de vocês que ele precisa para continuar ativo e respirando....

Mesmo assim, um pouco mais de mentiras...

Mentir é errado! Mas que diferença faz se tudo ficar bem e perfeito? O que acontece quando a mentira que contamos se torna objeto de prazer de terceiros? Alguém fica ofendido? Ou simplesmente não liga ? Porque, que diferença faz a mentira quando saímos lucrando?
Perguntas cruéis, mas mesmo assim sim válidas. Durante um bom tempo eu fazia essas perguntas, mesmo que no final não obtivesse uma resposta capaz de satisfazer o coração e a mente. Não vou mentir e dizer que agora eu tenho uma resposta que me satisfaça por completo, porque [como escrevi na primeira linha] mentir é errado. Errar numa altura dessas e falta de respeito com quem lê meu blog. As perguntas devem estar girando em torno de: Porque esse post Breno? Bom... Já faz algum tempo que escuto uma certa música em que um das estrofes diz: Sentir jamais/ Mentir é lei/ Quem vai se importar de viver/Num mundo onde todos são tão falsos e infelizes, e isso me fez pensar. Tenho poucos momentos de total solidão física. Estou sempre rodeado de pessoas, seja no colégio ou no trabalho. Por consequência escuto muitas mentiras [e as conto também], muitas das quais são visíveis, e essas mentiras claras como papel me fazem pensar se as minhas também não as são. Pensamos que podemos iludir as pessoas e as fazer acreditar no que quisermos, mas isso, por si só, já é uma mentira, pois ninguém é iludido ou ludibriado por segundos ou terceiros. As pessoas se iludem gratuitamente e assim vivem, acreditando ou fingindo acreditar no que lhes é contato. E o mentiroso? Esse sempre acha que está por cima e que todos estão sendo iludidos...

Atena e a arte de julgar.



Acho que não é mistério para ninguém que eu tenho andado meio para baixo faz algum tempo. Teve de tudo, desde minha saída trágica da banda até a volta dos vícios que regem meu tempo e minhas escritas. Até meu blog mudou de função, passou de área de diversão para diário de paty. Mas não tem problema ...Sei que a boa fase do blog vai voltar e eu vou voltar a escrever as loucuras de sempre. Porém ainda estou emotivamente abalado e preciso contar as boas novas da minha vidinha medíocre e sem graça. O que tem acontecido de bom ?(é, porque pior que ta não fica) Bem... meus finais de semana estão começando a voltar a ser o que eram antes, agora com pessoas novas (posso até dizer que é gente bem melhor). Além do fato de que nesse domingo toquei "ronca" em um bloco de carnaval de uma pequena favela (tipo portelinha) que tem aqui perto de casa, pena que não tirei foto(obs: o nome do bloco é Cuecão de Realengo, cujo lema é: bafo de glu-glu, ninguém segura esse peru). E para finalizar: voltei a andar com o pessoal da antiga. Só metaleiro-jogador-de-rpg-cabeludo, o que é nostálgico total. Vamos ver no que isso tudo vai dar, só espero que eu não volte a pintar o cabelo de vermelho pra combinar com o all star vermelho...
Mas um poema, já que eu to escrevendo feito um doido:

Atená e a arte de julgar


Cem Mil flechas aos que querem meu reino,
Que o sabor da sangue seja doce e cremoso,
Que as lagrimas escorram e limpem a boca.
pois é suja, as dos homens que tramam contra min.
Agora que vingados, tragam a min seus pecados
E, quem sabe, os perdoarei, se não perpetuo a sentença
e as flechas voltarão a fazer seu balé no céu
Indo de encontro aos corpos ou ao nada.
Mares de fúria pesam sobre min,
Porém ainda acho pouco, e não sinto pena
afinal não fiz alarde sobre as flechas?
Não disse o que ocorreria aos traidores?
foi sabia a minha decisão
Disso sei mais que qualquer um
Caminho nas trilhas da justiça e justiceiro sou,
Pois de fato sentencio.
Quem haverá de sentenciar, se não eu ?
Quem haverá de punir?
Não preciso ser julgado, por julgador ser.
Assim me faço assim da lei
E minha espada é a ordem.
Sou a lei que trabalha com a ordem
Não a lei que se referencia a ordem
Quem há de me julgar?
quem julgará aquele que julga?

Pequenos cortes, mas no final, vivo!


"Quando mais importante é uma coisa, mais duro de perder." É dessa forma triste e conclusiva que começo o meu post. Como essa coisa que de frente a nós, é uma máquina e não pode demonstrar emoções, acho que vou ter que deixar bem claro que hoje é, realmente, um dia triste. Por que? Porque vou deixar de fazer uma coisa que eu gosto (Calma! Não estou deixando o blog), todos os finais de semana. Bom, creio que poucos saibam que eu cantava em uma banda. Digo cantava, pois hoje (um domingo, sempre eles) deixei a banda. Sim, estou muito triste, mas sei que com o tempo tudo passa, e pode ser até que entre ou forme uma banda em que eu vá curtir mais as coisas e possa aproveitar melhor tudo!

Sei que poucas vezes usei o blog para falar (diretamente) da minha vida. E quero lembrar que só estou aqui para escrever esse conto de lamentação, pois acredito ter aprendido grandes lições de tudo isso. Aprendi que não importa o quanto nos esforcemos, ninguém além de nós vai notar. E que as pessoas não dão a mesma importância que você as coisas. Talvez, tenha aprendido o valor de se fazer as coisas com pessoas que não são nossas amigas, porque errar cria inimizade...

Que eu possa ensinar com os meus erros e e vocês não tenham de passar pela mesma coisa...

Alegria em demasia, sinal de burrice


Já notaram que gente muito feliz parece meio idiota? Esse meu post vai parecer coisa de gente rancoroso e triste (mas que se dane, eu sou rancoroso e triste mesmo). Quando eu era menor, acha que as pessoas riam mais do que eu porque podia ver mais cores, ou porque ganhavam mais presentes do que eu. Fui crescendo e notando que todo mundo que estava sempre alegre, tinha um ar meio idiota, me perguntava: "Afinal do que eles tanto riem?" e sempre ficava com aquela impressão de que havia perdido alguma piada. As vezes eu pensava que a piada era eu mesmo. Mas, por sorte, acabei descobrindo que não era eu e meu mau humor que estávamos errados, e sim a alegria e felicidade dos outros. Agora eu entendo que as pessoas riem, por simples alienação ao mundo que as rodeia. Elas são idiotamente alegres porque não tem noção de que o mundo é um caos , porque ignoram que existe fome na África, ou que nós não temos senso de escolha, só somos induzidos.

Mas ai vocês podem perguntar: "Mas Breno, você nunca fica feliz?"Ao passo que eu digo que fico feliz sim, mas não assim de uma forma em que a felicidade atrapalhe meu raciocínio...