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Essa seria uma boa namorada

Ultimamente tenho questionado o estado civil ao qual estou atrelado no momento. Fico me perguntado se é realmente melhor ficar sozinho. Sempre soube que em determinado momento me faria essa pergunta, porque questionar a solidão é algo mais que normal, porém achei que quando a indagação nascesse eu poderia dar a resposta na mesma hora. Hoje vejo que a coisa não é tão fácil quanto pensava (nunca é). Tenho me questionado e não sei o que responder a mim mesmo. Quando a pergunta vem “e ai moleque, não ta na hora de encontrar uma pessoa?”, simplesmente fico quieto, jogado naquele canto da minha mente reservado apenas para os Brenos que perdem a guerra que existe em mim.

Minha mãe me diz que o ser humano é uma criatura social e que precisa de um par para funcionar em perfeito estado. O médico durante a consulta soltou a pérola: “se o Breno tivesse uma namorada não estaria passando por isso!” Então eu me pego perguntando se eles não estão certos. Logo eu, que a vida (a grande vida) inteira não teve dúvidas sobre a vida sentimental.

A manhã de sábado chega e eu tento fazer uma lista com os nomes das garotas que eu namoraria, mas é namorar mesmo, de ir à casa da garota e pedir permissão aos pais. A lista é meio furada, já que a pessoa que ocupa o topo não mora no mesmo estado que eu, assim como os três nomes que a seguem e no final acaba só um nome se salvando nessa relação de “interesse e distância”. “O que fazer agora?” penso novamente. O nome que se salvou não é tão ruim assim e pelo o que posso me lembrar tem um dos melhores beijos que já pude provar, seria uma boa escolha. Mas a coisa não é bem assim. Não posso simplesmente fazer uma lista e tentar conquistar alguém que a ultima vez que vi foi quando fui devolver os DVDs que tinha alugado. Seria errado comigo e com a menina, que depois de muitas horas de conversa pelo MSN durante a semana, provou ser merecedora do segundo lugar. Acho que seria errado comigo mais pelo fato de que não sou de fazer listas, mas seria mais errado com ela, pois sei que essa pessoa merece um cara legal ao lado dela, como o seu ultimo namorado (que era um dos meus grandes amigos do passado).

Os problemas não paravam ai, eu também tinha que fazer ela gostar de mim ao ponto de aceitar um namoro e depois teria que manter a forma em que me encontro (sentimentos nobres e bem relacionado, nada pelo sexo). Porém antes de tudo, teria que pelo menos sair com ela umas três vezes. Foi ai que eu pensei “é fácil, você já saiu com ela uma vez, vai sair de novo, só se lembrar daquela lábia filha da puta que você tinha quando mais novo”. Só que pensei errado mais uma vez senhoras e senhores leitores. Não tenho mais minha lábia e ela não seria tão fácil de conquistar, até mesmo porque se fosse tão fácil assim, não iria valer apena.

Porque não tentar? A amizade ficaria intacta caso eu falhasse e mesmo assim, no fundo no fundo, eu estava cagando e andando para isso. Muni-me de forças e fui à luta. Foram dias e dias no MSN, passando horas que se esvaiam pelos meus dedos, pois eu estava ficando realmente interessado na garota em questão e passei a gostar de gastar com ela quase meu dia útil todo. Em alguns momentos fui afoito e tentem uma aproximação mais dura sugerindo diretamente que estava afim dela, quase me jogando de frente para a fogueira, de uma forma que eu detesto conduzir minhas paqueras, porque não gosto de ser o “necessitado”, ou seja, não curto fazer o papel de chato que consegue pela insistência. Assim como houve horas em que eu a tratei como uma nobre amiga, com que eu nuca teria se quer uma amizade de foda.

Sim, travei batalhas internas até chegar aqui. Brenos dentro de mim sofreram ao ver-me perguntar se tinha alguma chance com ela (ato lamentável, lembrar de nunca fazer essa pergunta), até que o “Breno comediante” falou a frase mais certa: “cara, a garota nem deve saber o porquê dessa sua obsessão com ela”, ao passo que eu falei “ei, é verdade! Ela nem imagina o que é isso tudo!”. Eu estava fadado a um fracasso e talvez por isso falei na cara limpa “ você deve estar se perguntando o porque disso tudo agora”,mais uma vez estava certo, ela não sabia o porque de tudo. Qual foi a minha reação a esse fato tão obvio? Simplesmente menti, disse que quando a vi na rua da ultima vez ela estava mais bonita (o que, felizmente, não deixa de ser verdade). Sei que devia ter contado a verdade, ter falado que de uma lista com cinco nomes, ela era o único que estava perto e que nos últimos dias eu percebi que ela seria a segunda melhor escolha (porque ninguém vai ultrapassar aquela ser que eu conheci num verão passado).

Nesse sábado (23 de agosto de 2008) ela disse que não achava que eu estava dando encima dela. Ponto para o Breno pessimista, que foi contra tudo isso desde o inicio, afinal eu tinha perdido mesmo minha lábia ou ela não funciona via internet. Mas não importa, porque hoje (24 de agosto de 2008), um domingo chuvoso e sem graça, eu tenho a total certeza de que não vou conseguir nada. Essa vai ser mais uma derrota para empalhar e expor na estante da frente da sala de estar, para que os amigos riam das minhas desgraças enquanto tomamos uma boa dose de ilusão. (ta bom! Exagerei nessa ultima frase)

O que eu aprendi nessa história toda? Acho que posso dizer que aprendi a não fazer mais listas, mas o mais importante é o que eu não aprendi. Não aprendi a desistir disso tudo. Sei que amanhã (segunda-feira, dia 25 de agosto de 2008) eu vou conversa com ela mais uma vez e mais uma vez eu fazer insinuações, talvez fique só nisso até ela achar um cara que ocupe o lugar que eu poderia ocupar e fazê-la muito feliz (quanta pretensão Breno), mas principalmente sei que ela sempre foi uma boa escolha.

Só não consigo lembrar o que me levou a sair com ela quando éramos mais novos e nem porque nunca mais saímos. É uma pena!

P.S: Quase pensando em abandonar de vez o outro blog, porque aquele eu fiz para ter audiência e ver meus contos jogados em um lugar fedendo a mofo, parte meu coração.

Garganta Profunda

Sei que falar de minha vida pessoal, faz desse blog só mais um lugar comum onde os jovens podem se afogar em seus anseios e perspectivas de uma vida sem sofrimento e Languidas horas de choro por terem tido algum tipo de desilusão amorosa ou coisas do tipo. Mas, acredito que de tempos em tempos, sou obrigado a fazer um pequeno relatório de minha vida, porque isso, de certa forma, ajudaria a outras pessoas. No caso eu lhes ensinaria com meus próprios erros e acertos. Muita pretensão, não acham?

Poderia começar esse post com mais confissões de um eu cruel que existiu em algum passado há muito perdido em minha mente doente, mas hoje (sábado, 16 de agosto de 2008), especialmente hoje, prefiro falar de coisas mais terrenas e trancar essas várias facetas que em mim residem, dentro de alguma caixa menor que a minha imaginação. Porque de certa forma, hoje (sim, irei repetir a palavra hoje várias vezes) tive um momento mais que terreno. Fui examinado. Pode parecer uma besteira, tanto faz, porém para eu ser examinado é porque estou próximo de deixar o plano dos mortais, só que não existe nada além disso. O exame foi bem simples, uma endoscopia, que pode ser literalmente descrito como um exame onde um médico (espero que não soe redundante) enfia um tubo pela sua goela a fim de poder visualizar melhor suas entranhas.

Não gosto de médicos assim como não gosto de hospitais, e para piorar, não gosto que enfiem coisas pela minha goela, mesmo que para o meu bem. Foi duro sentar naquele banco e esperar que a enfermeira dissesse “Paciente Breno”, sorte que ontem (sexta feira, 15 de agosto de 2008), fiz um favor a mim mesmo e comprei dois livros para ler enquanto esperava o tal do exame, que por sinal foi muito bem “recomendado” com frases como: “você nem vai sentir nada!”. O livro até que era bom, depois escreverei sobre ele.

Chegada a hora do boi se dirigir para o matadouro e é nessas horas que fico me perguntando como posso ser tão bobo de ficar criando situações imaginárias, porque sei que endoscopia é um procedimento muito comum, tanto que o único medicamento que é utilizado é um pequeno calmante e a xilocaina (velha conhecida minha) e além do mais, não é como tirar um rim defeituoso ou fazer um transplante de córnea. Eu sabia que iria para casa andando normal. Sabia que nada iria acontecer. Mas mesmo assim fiquei nervoso. Acho que não sou tão forte quanto gosto de passar e nem tão desesperado por cura como digo por ai. Só o que eu sei que deitar naquela maca não foi legal, receber a xilocaina na garganta foi pior ainda e mais doloroso foi ter um cateter enfiado na veia para que o calmante se espalhasse pelo meu corpo já tenso.

Tentei acreditar em cada palavra quando eles diziam que não ia doer, ou que eu não ia sentir. Como todas as vezes em que eu tive fé em alguém, me dei mal. Sim, doeu, nada que não possa ser suportado. Sim foi incomodo e ainda posso sentir a borracha negra na garganta. E tudo isso somente para ouvir de um homem de jaleco branco que eu tenho uma leve gastrite. Fiquei me perguntando: “Ué, mas cadê o câncer de estômago?”, “Onde está a doença sem cura, aquela que faria de mim um escritor motivado e ganhador de algum premio literário só concedido aos mais depressivos do ano?”. Mais uma vez fui iludido!

Tinha que haver uma compensação depois de toda aquela frustração. Então decidi que era o momento certo para tomar um sorvete (gordura hidrogenada) no McDonald´s, já que o sorvete é a droga dos frustrados, e eu era mais que isso, era um iludido. Só que hoje não é o meu dia, para minha infelicidade e estranheza capitalista, o McDonald´s se encontrava fechado. Sim, caros leitores, isso é completamente possível, os vampiros capitalistas que consomem a gordura dos porcos e a carne das minhocas, também podem fechar suas portas em um sábado lindo de sol.

Meu destino hoje se selou ao ponto de eu me resignar a escrever um post longo,
chato e melodramático, trancado em minha masmorra particular, só tendo meu querido computador e uns filmes que aluguei como companhia. Não tive o câncer que pedi e nem o sorvete que achei ser compensador.

Para dizer que não existe um lado bom em dias negros, posso dizer que comprei mais um manga de nome Nana. É uma manga shojo (afim de saber o que é? Procura no Google) que não tem muito haver comigo, mas consegui dar uma animada nesse que é dito como o dia em que eu deixei enfiarem uma coisa preta e grande na minha boca.
Melhor parar de escrever...

P.S: Atualizei o blog de contos também - Contos, café, poesia

Aleatório e desconexo

Nem sei se é pelo fato de que acabo de ver Juno ou por estar ouvindo um antigo cd do Gorilaz, mas o que importa é que no momento estou me sentindo completamente humano. Não, não estou em um daqueles momentos sentimentais que vocês se acostumaram a acompanhar, só que enquanto escuto essa música quase eletrônica e penso num dos melhores filmes que já vi esse ano, me sinto como um ser humano normal e não como aquele garoto de dezoitos que acha que já viu tudo o que tinha para ver.
A verdade (a verdade desse momento) é que não vi nem metade do que deveria, só de pensar naquela garota normal grávida, mesmo que num país com melhores condições que o nosso, vejo que eu sou só alguém que se julga melhor que os outros ou que quer ser especial por algum motivo, porque quanto mais olho pra mim, mais vejo que, apesar de diferentes, somos todos iguais.

Pensem na quantidade significativa de pessoas que escrevem blogs contando suas vidas ou suas visões do que é o mundo. São muitas pessoas, são muitas baladas para contar, são muitos conselho para se dar em vão, são muitas novidades que já são velhas, são muitos namoros para chorar de frente desse amigo tão acolhedor chamado PC. O pior é que cada uma dessas pessoas, que escreve esses blogs, acha que realmente tem que relatar sua vida, contar um pouco de si, fazer um bem ao mundo contando o que é sofrer por um carinha ou dando sua visão (única) de algum assunto. Alguns são mais honestos do que eu e admitem que o fazem para se sentir melhor, como que limpar a mente do que acontece para não pirar.

Se eu olhar para trás agora, coisa que gosto muito de fazer, nem vou me lembrar porque criei o super nada. Não sou um grande cara, não tenho grandes idéias e nem grandes momentos, sou o que pode se chamar de normal. Mas toda vez que escrevo nessa minha “página pessoal” (esse termo se torna irônico cada vez que alguém lê o blog) sinto-me especial de alguma forma, assim como me sentia especial quando postava alguma foto nova no meu antigo flog, que hoje está morto. Fico me perguntando se vou pular de moda em moda só para me sentir especial.

Mas esse não é um post sobre mim, ou pelo menos não era para ser.

Sim acabei de ver Juno e como já disse: é o melhor filme que vi até agora, mas não me preocupo, porque vejo muitos filmes. Gostei de ver uma história de verdade. Estava preso demais a histórias mirabolantes com roubos de bancos, pessoas dando a volta em cassinos de luxo, pessoas indo ao espaço. Precisava ver um pouco da velha realidade fingida, porque o cinema existe para isso também: dar-nos uma realidade que não suportaríamos de forma tão fácil.

Como vejo os filmes no PC, terminei de ver Juno e achei que seria melhor escrever antes que a idéia fosse embora, ainda mais porque havia visto Swenney Todd antes e ainda irei ver Por um fio. Então fui a caça de uma boa trilha para escrever, mesmo que na verdade estivesse só na esperança de achar alguma pornografia jogada entre os CDs velhos, só que em vez de pornografia, acabei achando o cd do Gorilaz (aquele primeiro que tinha a musica Clint West Wood), que para a minha surpresa é menos experimental do que achava e mais depressivo do que julgava... (pequena pausa, minha mãe veio me falar mais verdades, são 23h51min, melhor eu abaixar o som, mesmo estando de fone de ouvido)... Perdi-me no que estava contando...

Enfim... hoje está sendo um dia muito estranho, estou percebendo coisas de mais para a minha cabeça e tenho mais idéias do que queria sobre o que não deveria escrever. Talvez só esteja fazendo esse post para desabafar e nem ao menos me dou ao luxo de questionar se ele vai ser mesmo postado algum dia. Quem sabe segunda seja um bom dia para falar o que está acontecendo hoje.

Um brinde é esse post que foi o mais aleatório e desconexo que já escreve até esse momento...

P.S. Atualizei o Contos, café, poesia com o texto Uma mulher para amar

Meu futuro....

Dizem que os poucos homens que tem a “privilégio”de deslumbrar o seu próprio futuro, são: ou muito bem sucedidos, ou morrem por enlouquecer. Bem, não sei ao certo o que irá acontecer comigo, porque essa semana eu tive esse “privilégio-maldição”. Quando vi aquele ser careca, com um óculos torto, uma calça preta de brim um pouco suja, uma camisa pólo bem velha, segurando o braço de sua senhora, entrando no ônibus, no mesmo ônibus que eu estava, fiquei meio atordoado. Não que eu tenha algum tipo de tara geriátrica, é só que eu percebi que acabava de ver meu futuro. Sim senhoras e senhores que ainda lêem o super nada, eu vi meu futuro e não precisei de bola de cristal, ele simplesmente estava a minha frente, materializado em forma de gente.
Não foi a visão mais bela que eu tive, para ser bem sincero eu não gostei nada desse meu futuro. Fique com um pouco de medo. Mas não me deixei abater, precisava saber mais sobre aquele ser que ali estava, então cheguei mais perto para verificar o tom de voz e o assunto que ele discutia com sua senhora. Fique assustado mais uma vez, pois ele tinha o mesmo tom de voz que o meu (só que mais velho é claro) e o desgraçado estava falando sobre política, me pergunto o quanto àquela senhora já teve o que ouvir.
Mas não foi só sentimento de surpresa que se abateu sobre a minha pessoa. No final da viagem, fiquei pensando sobre o que eu podia concluir daquela visão, acho que todos sabem que eu não tenho crenças e que só acredito no meu potencial, mas nesse dia, especialmente nesse dia, me senti tentado a acreditar que aquela visão era um aviso divino. Talvez aquele homem fosse só fruto de minha imaginação desmotivada pela falta de música no momento. Talvez ele fosse realmente um aviso de um ser superior de que a minha vida não está indo pelo caminho certo ou que está indo pelo caminho certo e que aquele seria o meu fim triste, caso não tivesse mudando tanto. Mas o que importa mesmo é que, se aquilo foi um recado dos deuses, provavelmente foi um deboche comigo, porque me fez chegar a acreditar em deus. Não quero me tornar o que eu vi, e não é por ele ser feio, careca, cabecinha de Paraíba e quase cego, é por ele ser pobre, o que eu sempre luto para não ser.
Pobreza, jovens, e a segunda pior coisa que pode se abater sobre um ser vivente. Não existe, pelo menos que eu tenha vivido, nada pior que se abrir uma geladeira e não se ver o que comer e olha que tem gente que nem geladeira tem. Não quero ser pobre, porque já senti fome, já senti frio e tenho o poder de aprender e sentir vendo os outros vivenciando.

Queria terminar esse post com alguma palavra de consolo para mim mesmo, mas acho que isso é meio impossível. Tenho vivenciado uma volta a fase: “Breno, o terrorista”, não to sabendo o quero, e isso é estranho, porque sempre fui muito decidido. E fora que velhos hábitos estão batendo a porta, quando passo por uma banca de jornal que vem cigarro fico pensando “só um não vai fazer mal”, basta a menor partícula de álcool dispersa no ar para que meu corpo gele e eu lembre que aquele líquido pode me esquentar e ontem, dia estranho, passei por dois caras fumando maconha e pensei como seria bom ter aquele sensação de onipotência de novo. Até mesmo comecei a pensar sobre a utilidade desse blog e se ele deve continuar no ar...

P.S: sem mais P.S...

Tenho medo de que?

O pior pesadelo que já tive foi quando sonhei que estava no meio do mar boiando a alguns metros da superfície, mas sem encostar os pés no fundo. Não me afogava, muito pelo contrário, eu podia “respirar” bem no fundo do mar. O considerei o pior pesadelo, pois foi depois dele que, finalmente, fiquei ciente de que também tinha medo. Lembro como se fosse num quadro embaçado... eu estava lá, bem no meio do mar, boiando na vertical, quando notei que atrás de mim se encontrava a maior baleia que meus olhos jamais haviam visto. Ela, a baleia, era simplesmente gigantesca, de um tamanho descomunal que, naturalmente, não existia igual na vida real. Mas não, eu não tenho medo de baleias. Meu medo não se refere a cetáceos gigantescos e sim a qualquer coisa gigantesca. O próprio mar já pode ser considerado como meu maior inimigo, maior até mesmo que o sol, com que travo uma séria guerra.


Eu tenho medo de qualquer coisa que seja maior que eu ou que não possa controlar. O mar, desertos, grande campo abertos, são realmente o que temo. Por quê? Até hoje eu não sabia direito, porém quando estava voltando para casa dentro do ônibus, pude finalmente chegar à conclusão dessa questão que me assola desde aquela noite em que acordei molhado de suor só porque uma baleia gigantesca estava as minhas costas entoando seus lamentos. (In)Feliz descobri o porque do meu medo da imensidão: só temo os grande ermos , pois eu mesmo virei um grande deserto.


Quando era mais jovem (que fique claro que falo de idade mental), decide que viveria mil anos em apenas um, então me joguei de cara em um grande turbilhão de ações e emoções, que nunca tinham fim, sempre me levando para mais fundo do que eu já estava. Conseqüentemente acabei ficando marcado para e hoje, aos dezoito anos, me sinto como uma árvore que floresceu mais do que deveria e agora precisa morrer afim de ceder lugar as novas gerações. Fui ficando vazio. Dentro da mente, antes habitada por centenas de eus errantes e desconexos, nesse momento, muito mal existem dez. E esses “sobreviventes” são variações descoloridas de personalidades que assumi algumas vezes, e que não representam nem metade da minha verdadeira loucura, constituída de inúmeros versos vivos e colorida, que um dia já foi minha cabeça. Sim, havia mais de um Breno dentro desse Breno que pensa ser o principal, e cada um deles estava em um formatado totalmente diferente de seus iguais em sela.


Imagine uma pessoa bipolar que, sem saber, vai matando uma de suas personalidades, envenenando a si próprio com pequenas doses de realidade crua, pois é exatamente assim que as coisas aconteceram comigo. Minha mente se tornou um grande ermo, onde, antes, minhas personalidades mal tinham espaço para esticar as mãos. Só me resta o ermo e poucas, quase nenhuma, personalidade para ocupar.


No principio acreditei que era só o sinal da velhice precoce, provocada pelo excesso de café e livros existencialistas, mas com o tempo não pude deixar de notar que “personifictivamente” estou morrendo. Meu medo é morrer como um ermo.


Um dia fui grande, agora só me resta ser normal e viver entre os mortais.


Acordar às cinco e meia, tomar um longo banho quente, tomar o ônibus, trabalhar, voltar com o ônibus, escrever coisas que não vou publicar. Talvez eu (o Breno Artista e o Poeta, ou o que restam deles) nunca mais escreva. Vou deixar essa função para o outro Breno (o critico), que vai inundar o mundo com suas opiniões irrelevantes. Ficarei só sentado, esperando que o anjo da morte venha colher mais uma personalidade fraca, que não pode sobreviver a essa guerra declarada pelo Breno consumista.


P.S: Mais um post louco... tenho que parar com esse tipo de texto...


P.S1: Muito obrigado para quem vem acompanhando o blog...

Anti-social? eu?

Para min o sábado perfeito é aquele em que alugo uns cinco DVDs e fico o dia todo sentado de frente para o computador com o fone de ouvido assistindo aos filmes que minha mente mal estimulada tanto faz questão de ver. Tem gente que não consegue passar o final de semana em casa, diz até que morre se ficar sábado de noite dentro do quarto. Já comigo não é assim, porque nada paga a minha paz, e para me tirar do sofá da sala ou da cadeira da mesa do computador, tem que ser um show muito bom ou uma pessoa muito boa de conversa. Dizem que esse tipo de atitude é anti-social, que o ser humano precisa viver em sociedade e não negar que necessita da companhia de outros... bom... que se foda essas teorias. Gosto de ficar na minha casa, curtindo meu espaço, aonde eu sei que nenhum chato vai ficar me enchendo o saco com conversas que eu não quero ter, aonde eu sei que não preciso estar bem arrumado com a roupa da moda, onde sei que não preciso fazer uma social ou engolindo minhas opiniões acidas, afim de não magoar os outros! (ponto e de exclamação)

Um dia eu foi viciado em rua. Fui como essas pessoas que tem a necessidade de participar de um grupo social ou fazer parte de “algo maior”. Nunca foi de curtir as “baladas” (que palavra escroto) normais, porque vivi essa fase como “roqueiro” (quantas aspas vou usar?!). Se eu queria entretenimento, tinha que me deslocar até o centro da cidade, quiçá para lugares mais longínquos e inacessíveis por vias normais. Mas, todos sabemos que para baixo todo santo ajuda. Já fui a cada lugar, cada sucursal do inferno, cada inferninho (no sentido mais drástico da palavra), cada pocilga, que hoje em dia respondo a pergunta “Você vai mais naquele bar não cara” com a resposta “Nem dá cara. To trabalhando demais e com tempo de menos, mas se der eu apareço”. Sabe que tem gente esperando até hoje.

Enfim, meu passado turvo. como nuvem de quarto de usuário drogas, não interessa muito. Porém existem fatos interessantes dentro dos tempos já idos de minha vidinha turbulenta, por exemplo: já fui a um baile funk dentro de favela, já fui assíduo freqüentador daquelas festa que vão uma porrada “celebridades” (consegui entrar com o pessoal do curso de teatro), já dei uma de boiola só para entrar em festa GLS (meu Deus, não devia ter lembrado dessa)... e por ai vai... são tantos casos macabro que eu prefiro manter uns mais pesados só entre min e o espelho.

O que eu quero com esse post? Acho só quero provar que não sou anti-social, porque eu realmente não sou. Conheço poucas pessoas que não gostem de min declaradamente, mais pelo fato de que quando sei que a pessoa não gosta de min (e não posso reverter o caso), me afasto para não incomodar em nada. Tenho muitos conhecidos e alguns amigos, e sei que os amigos que tenho são daquele tipo que posso contar realmente para tudo. Uma pessoa anti-social não tem conhecidos, só tem amigos. Tem gente que passa na rua, fala comigo, as vezes me para com a intenção de conversar e eu nem imagino quem seja, só que eu paro, assim mesmo, e converso com a pessoa. Me digam: como posso ser anti-social se aturo uns vinte chatos cada vez que piso na rua? Eu não sou anti-social, sou na verdade, um grande mártir. Ahh se eu ganhasse um real todas as vezes que alguém me parasse para conversar.

Quem me conhece na vida real, ou seja, fora do “blogesfera”, sabe que eu sou meio sem noção, mas não sou má pessoa. Então jovens leitores, que mal existe em um homem (sim, me considero um homem e não mais um garoto) passar seus finais de semana enfurnado dentro de seu quarto lendo, escrevendo, vendo filmes e escutando música? E que mal tem, se as vezes eu construo bonecos de vudu para brincar de torturar os vizinhos?

Só para notificar: comecei com apenas duas pessoas lendo o blog, agora (passado um ano e tantos meses de blog) são quatorze.
Pergunta: as pessoas que estão lendo mais coisas inúteis ou sou eu que estou escrevendo melhor?

P.S: Ainda tá funcionando gente >>>Contos, café, poesia<<< é só passar lá e ler...

P.S1: Estou quase desanimando quanto a esse blog, mas tenho que tentar até o final >>>Trêsnecessários<<<

P.S: Se você chegou até aqui, pode pegar a estrela e passar para próxima fase. Mas não esqueça de verificar se o chefe da fase está morto...

Velhos fantasmas

Vez ou outra encontramos um fantasma, que julgávamos estar perdido no meio daquela mobília velha que levamos para dentro da garagem de nossas mentes na esperança de que esqueçamos esse ser de ectoplasma tão odiado. Mas porque o odiamos mesmo? Eu, por exemplo, odeio os fantasmas que me fazem lembrar que um dia cometi um erro de julgamento ou das vezes que eu abri meu coração, claro que sou motivado pelo fato de que nas poucas vezes que abri meu coração, tive o órgão destroçado. Então, quando se forma em min um desses seres, faço logo o serviço sujo e os enterro.

O problema é que nunca podemos controla o que vai acontecer, afinal de contas ainda somos humanos, e o “destino” ou o “acaso”, não nos é subordinado, então numa bela manhã de segunda feira, você da de cara com um desses fantasmas e se pergunta: “Ué, eu não tinha trancado ele no porão?!”. Sim jovens amigos leitores, os fantasmas se desprendem com tremenda facilidade das correntes ais quais são aprisionados, e eles tem o péssimo hábito de zanzar por ai, passando justamente pelos mesmos lugares que você costuma passar.

Hoje foi um desses dias, em que os fantasmas andam pela face azul da terra em plena luz do sol. Estava indo para o ponto final da condução, na tentativa de conseguir ter uma viagem de melhor qualidade, então de repente, assim como os magos sumonam seus elementais, vejo uma das minhas fantasmas preferidas caminhando na direção oposta a que eu mantinha naquele momento. Juro que ver a Gisele (sim a Gisele, acho que já falei dela por aqui, mas se não falei vou falar em breve) depois de seis meses, foi quase tão mortal como da ultima vez que a vi, só que dessa vez, para minha sorte, ela não tentou falar comigo, acho até que fingiu que não me viu, porque eu fiz o mesmo e espero que ela não tenha percebi que fiz isso. Como estava com o mp3 no ouvido, com o volume no máximo, não podia simplesmente atravessar a rua, tive que olhar para os lados com todo o cuidado de evitar olhar para ela. Enfim, foi uma dor de parto, já que eu estava parindo uma dor que havia enterrado bem no fundo. Para piorar, contrariando todas as noticias alheais (ainda não sei por que eu acredito no que me dizem), ela está mais linda do que nunca.

...como agora a minha nova mania é fazer posts duplos...

Esse final de semana ri mais que o normal, gastei mais dinheiro que o normal e fiquei mais sozinho que o normal. Primeiro que, continuando o post anterior, estou cada vez mais virtual e menos pessoal, o porque ainda é desconhecido por min, já que sempre gostei de me relacionar e de fazer parte de pelo menos um circulo pessoal (mesmo que composto de só três pessoas). Também voltei a ler O manifesto comunista, e esse é o motivador da minha alegria maior, é só ler as seguintes frases: “As leis, a moral, a religião são para ele (o proletariado) meros preconceitos burgueses, atrás dos quais se ocultam outros tantos interesses burgueses...” , “Os proletários nada têm de seu a salvaguardar; sua missão é destruir todas as garantias e seguranças da propriedade privada até aqui existentes” ou “A sociedade não pode mais existir sob sua dominação, o que quer dizer que a existência da burguesia é, doravante, incompatível com a sociedade.”, que eu dou gargalhadas seguidas e sem parar, fico até me perguntando se em algum momento Marx realmente acreditou nisso tudo, mas...

Também queria avisar aos nobres colegas que atualmente participo da construção de um terceiro blog que atendera pela nome de Trêsnecessários, aonde escrevo em conjunto com outros dois colaboradores. Quando toda a poeira das obras for varrida e as paredes estiverem secas, farei questão de que os nobres passem por lá, afim de ler algumas criticas que faremos a assuntos gerais.

PS: obrigado por chegar até aqui...
PS: Atualizado contos, café, poesia...

Eu+raiva=post emo

Tome cuidado ao ler o post, esse foi feito cheio de raiva e ódio de min mesmo...
Escrito no dia 30/06, caso eu post depois...
Se for possível, leia o post anterior a esse primeiro, e só depois leia o que aqui segue...
Tem horas que eu tenho que dizer à min mesmo: “Tá vendo? Você fez papel de idiota!” É sempre que eu digo algo sem raciocinar (tem acontecido com muita freqüência). Que seja uma piada sem graça (devido ao cinismo poucos podem intender), uma cantada que não devia ser dada (acabou de acontecer), ou até mesmo uma palavra que sai sem querer. O importante é que no final do dia, quando eu for contabilizar as merdas que fiz, acabo vendo que não devia ter falado nada, percebo que antigamente eu ganhava mais por dar uma de “cego-surdo-mudo”, vejo que ser anti-social é a melhor escolha.
Só para descrever um desses momentos: Ta rolando uma pequena baixo nos estoques de copos do lugar aonde eu faço estágio. O “cara” que trabalha comigo rouba uns copos e esconde para nós usarmos quando for preciso, e somado a esse fato tem um bebedouro bem na minha sala. Conclusão, nós meio que controlamos quem vai beber água e quem não vai. Até ai a coisa tá ao meu favor. O problema começa quando eu viro para uma estagiária (que eu sei que nunca vou pegar) e digo (depois de dar um copo), com a voz mais doce que tenho: “um dia você me pagar esse favor!”... Pronto, dei brecha para ser esculachado, a garota virou e fala: “Só se for te dando outro copo né?!”...

...Minuto de silencio pela minha alma que vai para o sexto circulo do inferno (isso porque o sétimo é para pais que matam suas filhas jogando-as do sexto andar)...

Porra... eu sou um escroto e devia ter ficado calado (num disse que uma hora eu ia dizer). Isso aconteceu não tem nem dois minutos. Eu sei que ela não me dá nenhum tipo de mole (e que nem adianta lutar), e ainda uso a pior cantada (não que eu seja bom nisso)? Sem erro, sou uma besta. Agora vou dormir com essa na cabeça. Porque? Porque no dia que ela quiser me gastar (isso aqui no rio é a mesma coisa que fazer chacota) vai falar isso, e podem ter certeza que eu odeio que as pessoas façam chacota comigo quando eu to errado. Se ficar me gastando quando não tem podre meu para contar, fica até feliz, mas quando a pessoa e eu sabemos que a coisa aconteceu, ai minha moral baixa, fico malzão, na maior depre. Ainda não tinha dado um mole desses até agora e pode fechar o ano bem, sem que ninguém pudesse jogar nada na minha cara. Agora vou correr da garota, vou trata-la de modo frio (porque eu brincava com ela sem maldade nenhuma, sem segundas intenções), pode ser até que eu pare de pedir as coisas quando precisar.
Eu tenho uma regra: Nunca de encima de ninguém. Porque(novamente)? Para que a pessoa não tenha nada contra você. Mas e ai? Nunca vou “chegar” em ninguém? É bem por ai mesmo, tipo esperar as coisas vir. Mas se eu estiver muito afim daquela garota ou daquele cara? É só chegar e falar na cara que tá afim. Breno, tudo não tem um porém? Sim e o porém dessa minha regra, é que ela não se aplica em lugares que você tem vínculos, como escola, trabalho ou igreja.
Nos três anos de segundo grau (2005, 2006 e 2007) só peguei uma garota da minha sala (só estou contabilizando minha sala mesmo), e essa uma, foi quem deu encima de min (louca). Pode parecer doidera da minha cabeça, só que vocês não imaginam as coisas que eu já vi o pessoal fazendo lá no colégio. Era garoto tomando fora de garota (tipo: “Você beija mal, otário!”) na frente de todo mundo, garoto dizendo que a mina era mó piranha... bom, enfim...eu não queria essa vida para min, então nunca dei encima de ninguém, e isso não me fez menos feliz...

Relatório final:
To muito puto comigo mesmo...
Quero explodir o mundo...
Se na segunda ela rir de min, vou encher a cara dela de murro e dizer que se ela contar para alguém eu mato...
Não devia nem estar escrevendo esse post...
O post foi bem infantil....
Mal escrito...
Cheio de erros de português...
E chega disso...
OBS: Por favor, quando acabarem de ler, deletem as informações que foram adquiridas...
OBS: Nem era para ser OBS, o certo seria OS, mas foda-se, tenho que ser eu,
o diferente...

Dois textos. Um post (só para facilitar)

O post a seguir é divido em duas partes: Um texto mais longo e de difícil entendimento e um texto mais curto de fácil entendimento.

Texto difícil e longo

Reflexões são sempre bem vindas eu sei, e talvez por isso que eu sempre escreva sobre elas. As vezes as conclusões que derivam das reflexões, são de carácter totalmente duvidoso, mas eu não to nem ai, porque ninguém pode me prender (ou pode?) só porque escrevo umas merdas aqui. Notei que paro muito para pensar e refletir, porém isso não quer dizer nada, porque por mais que eu tire uma conclusão, eu não sei usar o conhecimento novo. A parada é séria, eu penso, concluo e continuo agindo da mesma forma, é um ciclo vicioso (mais um para a coleção). Por isso eu achei legal escrever um post só sobre as coisas idiotas que nós percebemos ser idiotas, mas mesmo assim ainda fazemos.

Jogamos lixo no chão (porque você joga que eu sei, não negue), mesmo sabendo que aquele lixo vai entupir um bueiro. Damos importância a coisas pequenas (mesquinharia), quando temos ciência de que ela é tão pequena que nada vai mudar. Amamos quando amar é sem sentido (quase sempre). Gritamos mesmo quando gritar não vai trazer socorro. Lutamos quando devemos nos render. Escrevemos um blog, ainda que sabendo não ter talento para isso.

A vida não é dura, as coisas não são tão difíceis o quanto aparentam e o tempo não passa tão rápido assim. Somos nós, humanos desprovidos de algum ensinamento, que fazemos tudo ficar como é. É como um rato dentro de um labirinto aonde o prêmio final são dois queijos, um eletrificado e outro um queijo normal. Sabemos o final dessa história, sabemos que o rato vai entrar no labirinto pela segunda vez e não vai nem tocar no queijo eletrificado.

Porque sentimos saudades de que não vai voltar? Porque somos infelizes quando a felicidade é só um estado de auto descoberta? Porque nossos mundos (aquele que fica dentro da sua mente) não giram na direção mais correta? Porque Marte ainda tenta impressionar Vênus (para quem não saca de metáforas: Porque os homens ainda tentam impressionar as mulheres? Porque ainda tento escrever um blog?

Eu sei que indagar nunca foi a solução (indagar é muito existencialista), e mesmo assim ainda faço minhas perguntas. As vezes acho que devo ser fruto de alguma frustração divina, porém não acredito em vontades divinas (seria bom um dia eu explicar a minha visão “religiosa”), logo não posso acreditar que exista alguma correlação entre minhas perguntas e o significado da vida.

Texto fácil e curto

Só completando o meu ultimo post (Masoquismo): Agora sei que, além de gostar de sofrer, o ser humano também gosta de errar e continuar errando.

OBS: Quero entender o que me leva a escrever esses OBS, mais pelo fato de que OBS é uma sigla quase ginasial, muito utilizada pelos enfadonhos professores que nos faziam escrever coisas inúteis sobre assuntos inúteis.

OBS: Pelo amor de Deus (isso suou meio hipócrita, não?), lembrem que eu tenho outro blog e que ele também merece ser visitado e lido (quase implorando). Juro que só continuou enchendo saco, porque tenho a pequena impressão de que ninguém vai naquela budega... O nome do blog é Contos, café, poesia...

OBS: Só mantendo o hábito de agradecer: Muito obrigado as pessoas que leram até o final o post.

Cocaína, uma mulher e um repórter.

Seguindo a onda de tentar abordar assuntos mais gerais e menos centralizados em minha pessoa, tenho feito muitas reflexões durante as semanas que tem se passado [porque meus post nem sempre são escritos no dia em que são postados]. Cada vez menos os programas jornalísticos tem me chamado a atenção, porque ultimamente só se fala na morte de uma certa garota assassinada pelos pais. E por incrível que se possa parecer, eu, o pseudo-intelectual-sedentário , tenho assistido a jogos de futebol, e o pior, tenho comentado sobre os mesmos. Mas não estou escrevendo para falar de futebol e nem sobre esportes [o que seria muito estranho]. Hoje quero falar sobre um caso que acabo de ler em um desses tabloides de quinta mais conhecidos como “jornais populares”, porque não sei se vocês estão cientes do caso Cabrine e a cocaína...

Na terça feira dia 15 de abril, um dos poucos jornalistas que eu admiro, por sua imparcialidade [coisa não muito comum hoje em dia] , foi preso por tráfico de drogas. Quem era o jornalista? Roberto Cabrini. Quando meu pai [um mestre na arte de ver televisão enquanto arruma a casa e cozinha] contou que o Cabrini tinha sido preso, junto com uma mulher que ele afirmou ser uma fonte, por porte e tráfico de drogas, pensei que era brincadeira ou alguma notícia sem fundamento, mas quando comprei o jornal [só hoje, na sexta, dia 18 de abril] a primeira coisa que eu vi foi a reportagem falando sobre a soltura do jornalista, que através de exames de sangue provou estar “limpo”. Li a reportagem com todo o esmero que ela necessita, afinal de contas são poucas as pessoas que eu admiro e quando uma delas acaba sendo presa, me sinto na obrigação de acompanhar o caso, e nesse achei que deveria acompanhar a coisa toda com a mesma imparcialidade que via o Cabrini fazendo suas reportagens.

Bom... esse seria um post normal, sobre uma prisão normal, com uma personalidade normal, mas como aqui é o Super Nada, Mesmo, nada é tão normal quanto parece. Vamos as explicações, e as questões são: Quando todos os meios jornalísticos estão cobrindo o caso Izabella, porque só os jornais [impressos] de comando da “Globo” [como se ela fosse uma entidade unificada] estão fazendo um certo estardalhaço com o caso Cabrini? Porque, mesmo provando que a mulher, que o acompanhava, era uma fonte [o que leva a hipótese de que as drogas eram dela] e que não havia consumido nem uma grama de produtos ilícitos, ele foi preso por um período relativamente grande? Como a polícia ficou sabendo que o jornalista estava levando uma quantidade de drogas que pode ser considerada como tráfico, se ele estava com uma fonte [o que supõe que poucos sabiam aonde ele estava]?...Para as perguntas acima, eu só tenho uma resposta: armação!

É triste ficar sabendo que uma criança foi assassinada pela madrasta e que depois seu pai tentou encobrir a coisa toda fingindo uma queda [mesmo admitindo que ela morreu na queda]? Sim, é triste. Nem o meu lado “to nem ai para crimes hediondos” pode deixar de admitir que esse é um caso forte. Porém, meu lado “porra, a impressa é foda”, não pode deixar de atacar e dizer que é mais triste que, num país que já sofreu [e ainda sofre] com a repressão, um jornalista tenha que passar por perseguição de seus próprios colegas de trabalho. Não posso deixar de dizer que é por esse motivo [entre outros] que eu não leio mais jornal, leio poucas revistas, desde 2000 não ouço rádio e quando ligo a televisão só vejo filmes e muito mal algumas coisas da MTV...

OBS: Não, eu não voltei a ser um subversivo que odeia a Rede Globo. Só quero ter a ilusão [pelo menos a ilusão] de que estamos em um país aonde a liberdade é respeitada. E não me sinto mais digno só porque sou a favor de um jornalismo 100% imparcial, mesmo porque sei que só se pode ser, no máximo 60% imparcial [um dia eu explico isso melhor].

OBS2: Senhoras languidas e senhores bêbados, eu, seu ilustre [na verdade mais lustrado do que ilustre] amigo virtual, ainda estou procurando uma parceria para comandar o outro blog. Porque? Porque escrever em um blog já não é fácil, logo escrever um dois blogs [sendo um deles sobre contos, poemas e adjacências] é mais difícil ainda. Quem quiser me ajudar é só entrar no blog Contos, café, poesia [usem o link ao lado] e deixar seu comentário com e-mail para que possamos nos comunicar e por fim negociar...


Dessa vez vou deixar um “Brigaduuuuuuuu” [cresci ouvindo Fábio Júnior, graças a minha mãe] para quem anda passando por aqui e comentando minhas loucas idéias. Não vou mentir dizendo que são vocês que fazem o Super Nada ser como é, porque esse trabalho é só meu, porém posso dizer que são você que mantém ele vivo [sim, isso é uma coisa boa].

O ultimo bar...

Devido a uns pequenos problemas que meu penúltimo post causou [Confissões – o mal que fiz ao meu redor], achei que deveria fazer um novo post [pode ficar calmo, não vou confessar mais nada] explicando a coisa toda e esclarecendo pontos que antes estavam meio nublados. Então vamos lá:

“Quando dei a partida no Super Nada, Mesmo, minha intenção era criar um blog diferente dos que já existiam. Eu queria um blog que não tratasse dos assuntos convencionais que eu vejo por ai. Porém essa é uma idéia muito vaga, e logo o blog começou a tomar vida própria, primeiro com a minha antiga brincadeira de listar as coisas que a vida nos ensina e que não aprendemos, depois vieram alguns post soltos e mais para frente uma pequena fase aonde eu falava sobre os pecados. Até esse momento meu blog tinha no máximo cinco comentários. Sei muito bem que o número de comentários [quase um índice de audiência] nunca me influenciou, mas eu tinha que mostrar isso para alguém. A fase que sucedeu a dos pecados, foi a do diário [no meu caso semanário], que virtuosamente, rende mais de sete comentários por post. O que eu quero dizer com esses números? Melhor eu começar explicando o motivador desse post... Recebi alguns e-mail [isso é sério, foram e-mail mesmo e não comentários] de algumas pessoas que lêem o blog [inclusive da garota que eu sito no post] e estavam horrorizados (as) pelo fato de eu ter dito que era mais feliz quando fazia minhas maldades.

Ora caros e queridos leitores, vamos ver se os senhores sabem para que funciona o Super Nada. Pois é, realmente esse blog que você está lendo agora, não tem uma função desenvolvida, ele simplesmente existi para fins sem definição concreta [lembra do mundo aonde Alice entrou depois que seguiu o coelho?]. Fico muito triste quando as pessoas vem ao meu blog [meu, porque não escrevo para vocês, escrevo porque é isso que sei fazer, ou pelo menos acho que sei] e fazem julgamentos. Esse é o pior lugar do mundo para se julgar o que é certo e o que é errado, já que aqui quem diz o que é certo e errado sou eu, o que nos leva a conclusão de que nada está errado e o certo não importa, porque esse é minha visão aqui dentro.

Se vocês ainda não conseguem entender o que é o Super Nada, então me vejo obrigado a dar um meio rumo para ele. Faremos dessa forma: [tente imaginar só mais uma vez, por favor] imagine um lugar que fica entre o céu e o inferno e não é a terra. Esse lugar é o Super Nada, ou melhor dizendo, esse é o bar Super Nada, aonde o barman, taberneiro, garçom [ou seja lá do que você queira chamar] tem uma barba de ponta de queixo, usa camisa polo com bermuda e chinelo de dedo. Imagine que esse bar pode ser freqüentado por anjos e demônios, que lá dentro não existe diferença de raça, cor ou credo, ao mesmo tempo que ninguém vai ser posto para fora se subir na mesa e se declarar um homem bomba ou um fascista bombado. Imagine que esse é o lugar aonde se encontram Dorian Gray, H. Humbert e Sr. Hayde [não estou tentando escrever certo], e que esses mesmo tomam drinques borbulhantes com Lenin, Jesus Cristo e Buda, e ninguém se importa se você foi um hedonista com as mãos sujas de sangue ou se foi um pedófilo tarado por uma Dolores Haze. Imagine um bar aonde os anjos sobem nas cadeiras para falar que Deus não passa de um fascista que só quer o controle de tudo, enquanto os demônios choram por achar que a guerra já está ganha e quando Deus vier eles não vão querer se arrepender, porque amam as suas maldades. Imagine um lugar aonde o tudo é o nada, e eu sou o Super Nada, um herói que tem como poder fazer com que os outros heróis percam seus poderes, ou talvez só um menino que se perde na imensidão de seus próprios devaneios. Imagine um lugar aonde ser mal quando se é bom, não é errado. Imagine um bar aonde o réu afirma ser a vítima e ninguém pode julga-lo. Imagine um lugar que permite a min contar as coisas que fiz de ruim e ainda afirmar que fui muito feliz desejando o mal para os que me rodeavam. Imagine mil e um demônios, anjos, sátiros, driades, fadas, elfos [não os tolkianos], fantasmas, espíritos, monstros, mocinhos, heróis e vilões, dançando e cantando Diabolic scheme [é uma música do The Hives, aconselho a escutar para melhor entendimento]. E no final pouco importa o que você é, qual a sua verdade, para quem você trabalha. Imagine que depois de sair dali, todos voltam a ser quem “devem” ser, o bar se fecha e nenhum barulho é escutado, até a próxima noite quando o circo [sim o circo dos horrores] vai passar por lá e a festa vai ser maior.

Esse, senhoras pudicas e senhores castos, é o blog/bar Super Nada, Mesmo. E seu escritor/proprietário, meio herói, meio vilão, só quer proporcionar diversão não saudável para seus corações, sejam eles de pedra ou de algodão doce. Ele sabe que os dias do blog estão contados, visto que as pessoas tem cada vez menos interesse em deixar seus monstros interiores saírem para uma noitada de bebedeira e sexo selvagem.

Para aqueles que acharam que eu dizer que gosto [gostei e sempre gostarei] de ser mal, foi algo errado e sem sentido, só posso retrucar dando uma aviso: “Não provem do sangue de um inocente nunca, porque se provarem eu serei o primeiro a apedreja-los e a dizer que vocês não passam de frustrados.” E também existem as pessoas que admitem que carregam um monstro dentro de si, então uni vos, pois o tempo é curto e não existem meias culpas.


Esse post não teve a intenção de ofender ninguém, mas teve a clara intenção de criar limites e objetivos para o blog. Se você [isso mesmo estou falando direto com você] não tem estômago ou não passa de um hipócrita, é melhor para de ler meu blog [Tenho a impressão de que isso aqui vai tá jogado as moscas em um minuto].


OBS: Só para lembrar: eu tenho um blog aonde colocou meus outros textos [esses bem mais sérios, é claro] que são basicamente contos, crônicas, poemas, poesias etc. E ainda estou procurando um companheiro para administra-lo, os interessados em me ajudar ou aqueles só querem ter seus textos publicados em um lugar diferente, é só me mandar um e-mail contoscafepoesia@gmail.com. Só esqueci de dizer que o nome do blog é Contos, café, poesia.

OBS 2: Comentem, só para eu ter uma pequena idéia das pessoas que está lendo o blog [o contador não ta ajudando muito]. Quem não estiver com saco de fazer um senhor comentário, é só colocar “estive aqui” e assinar embaixo com seu nome...

OBS 3: Não percam o próximo post. Ele vai falar sobre existencialismo e teoria do equilíbrio de uma forma que você nunca leu por ai....

Novos Brenos, dentro de um só...

O mês de fevereiro foi realmente estranho e novo para min. Apesar de ser um mês dedicado ao convivo publico, eu simplesmente me afastei de tudo e todos. Conheci um pouco mais de min mesmo e das várias faces que tenho escondidas dentro do ser maior [se assim podemos conciderar algum de nós]. O engraçado é que conheci personalidades que eu nem imaginava que poderia assumir. Conheci o "Breno Patético", que no início do mês descobriu que estava apaixonado pela melhor amiga, a qual ele viu crescer e mudar de menina estranha para possivel revelação do mundo das modelos. Também teve o "Breno sexualmente inativo", já que foi o mês que eu menos fiz sexo e que por fim acabei brochando [isso é triste]. Conheci tantos de mim mesmo, que no meio do mês acabei tendo a visita de velhos eus, como o "Breno alcolatra", o "Breno fumante", o "Breno depressivo" etc. Mas com o final do mês chegando e as coisas mudando, acabei achando que o "Breno Patético" deveria dar lugar ao "Breno Prático". Resolvi que não poderia carregar o fardo de estar gostando de alguém quase como gosto de mim, então levantei e fui falar para ela [não importa quem é o ela em questão] que eu já não poderia ser mais seu amigo e que agora todas as opiniões que eu pudesse dar, seriam gravemente influenciadas pelos meus sentimento e que se esses mesmo sentimentos não fossem embora por conta própria, teria que me distanciar dela. Bom... eles não foram, eu me distanciei e agora eles estão cada vez mais fortes... Alguns devem estra se perguntando porque eu não me declarei dizendo que a amava e que queria ficar com ela... a resposta é simples: sabia que ela não queria ficar comigo e que por conta disso era melhor nem tentar...[eu, usando o blog mais uma vez para contar a vida que não é interessante]
Fevereiro ed 2008, vai realmente ficar na memória como o mês mais Breno que eu já tenha visto.
Agora é sentar e esperar por novos meses e novos Brenos....

Desventuras em série...

Não sei nem como começar essa budega aqui, mas acho que já apertei o START, então vamos nessa: Bom...Em prima quero agradecer ao pessoal que tem me ajudado comentando aqui no blog e dizendo o que achando. Em segundo lugar vou fazer alguns anúncios: a banda (streetcar) está começando a pegar forma, as primeiras letras estão saindo e finalmente a concordância está vindo, só faltao Thiago acertar o início do Mentiras e Fracassos.

Agora vamos ao post:
Alguém ai já leu ou viu o filme Desventuras em série? Fazendo um pequeno resumo: "Três irmãos, que após a morte dos pais, só fodem. Isso ai, eles só se dão mal...ops... isso até o final dos livros (já que são uma séria de livros). Estou começando a acreditar que ele não se dão tão mal assim, e acho isso porque só agora pude perceber que no final de cada fria que eles entravam, sempre aprendiam alguma coisa ou simplesmente ficavam mais unidos do que já eram. Ai você pode fazer a pergunta: "Porra Breno, mais um post sobre o triste mundo que te certa? Seu emo filho da put...", e a isso respondo eu: "Não, seu leitor de meia tigela". Esse post fala justamente de esperança e seus fundamentos. Li o comentário do Bagrong fiquei cheio de esperança...Agora ninguém me segura...To feliz só porque me ferro muito menos que os irmãos do Desventuras em série...

Só mais alguns avisos: 1º -março de 2008 tem Kaiser Chiefs no Rio; 2º - talvez em Janeiro role um show do dance of days...

Quando o mar vira e o barco não afunda...


Todos nós temos nosso dia de cão. Sei disso e não há nada nesse mundo que me faça esquecer dessa verdade, porque tem dias que você simplesmente acorda e o mundo diz que você vai ser ferrar, e relamente você se ferra, mas se ferra bonito mesmo. É como se nada fosse dar certo, e realmente não dá. Ouvi de uma velha, na fila de banco (ou seja: de um grande oráculo da montanha perdida), que não adianta lutar contra isso, que nada muda o destino. Para dizer a verdade: eu não acredito em destino, claro que não sou um descrente que não acredita que as coisas tem uma ligação, só que apenas não acho que essa ligação seja pré fabricado por uma divindade. Acredito que podemos sim lutar contra o que nos acontece (o que não quer dizer que vamos ganhar).

"Quando o mar vira e o barco não afunda, é certo de que outro dia nascera e com ele vira uma nova onda."


ditado meu, pode acreditar, criei agora só para botar nessa budega.


Detalhe que a imagem nada tem haver com o post...

Quando tudo acaba, o que sobra é...


Bom, mas um ano acabando. Só de pensar que esse ano eu gastei muito com o pessoal, fico feliz, mas ai me bate uma depre quando lembro que não irei passar de ano. Mas tudo isso é só merda, o que eu realemente vim cometar aqui é o sentimento que se abate sobre o ser humano quando algo que ele gosta acaba. Até pouco tempo atrás eu achava que não ia sentir saudades do colégio, que nada daquilo que eu vivenciei seria legal de ser lembrado, mas hoje quando olho para trás e me lembro que des do o primeiro ano, eu to me divertindo sem parar, começo a acahar que, mais do que saudades, eu vou sentir é um grande arrependimento de não ter zuado mais e de não ter repetido no primeiro ano, para que agora eu pudesse ter mais um ano de gastação com o pessoal. Junto com esse post eu coloquei uma foto das que eu gosto mais que é o Demonio que o Allan fez...

Espero que ano que vem seja tão bom quanto esse que está indo, e que muitas pessoas repitão junto comigo, só para ter mais um ano de gastação...