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Essa seria uma boa namorada

Ultimamente tenho questionado o estado civil ao qual estou atrelado no momento. Fico me perguntado se é realmente melhor ficar sozinho. Sempre soube que em determinado momento me faria essa pergunta, porque questionar a solidão é algo mais que normal, porém achei que quando a indagação nascesse eu poderia dar a resposta na mesma hora. Hoje vejo que a coisa não é tão fácil quanto pensava (nunca é). Tenho me questionado e não sei o que responder a mim mesmo. Quando a pergunta vem “e ai moleque, não ta na hora de encontrar uma pessoa?”, simplesmente fico quieto, jogado naquele canto da minha mente reservado apenas para os Brenos que perdem a guerra que existe em mim.

Minha mãe me diz que o ser humano é uma criatura social e que precisa de um par para funcionar em perfeito estado. O médico durante a consulta soltou a pérola: “se o Breno tivesse uma namorada não estaria passando por isso!” Então eu me pego perguntando se eles não estão certos. Logo eu, que a vida (a grande vida) inteira não teve dúvidas sobre a vida sentimental.

A manhã de sábado chega e eu tento fazer uma lista com os nomes das garotas que eu namoraria, mas é namorar mesmo, de ir à casa da garota e pedir permissão aos pais. A lista é meio furada, já que a pessoa que ocupa o topo não mora no mesmo estado que eu, assim como os três nomes que a seguem e no final acaba só um nome se salvando nessa relação de “interesse e distância”. “O que fazer agora?” penso novamente. O nome que se salvou não é tão ruim assim e pelo o que posso me lembrar tem um dos melhores beijos que já pude provar, seria uma boa escolha. Mas a coisa não é bem assim. Não posso simplesmente fazer uma lista e tentar conquistar alguém que a ultima vez que vi foi quando fui devolver os DVDs que tinha alugado. Seria errado comigo e com a menina, que depois de muitas horas de conversa pelo MSN durante a semana, provou ser merecedora do segundo lugar. Acho que seria errado comigo mais pelo fato de que não sou de fazer listas, mas seria mais errado com ela, pois sei que essa pessoa merece um cara legal ao lado dela, como o seu ultimo namorado (que era um dos meus grandes amigos do passado).

Os problemas não paravam ai, eu também tinha que fazer ela gostar de mim ao ponto de aceitar um namoro e depois teria que manter a forma em que me encontro (sentimentos nobres e bem relacionado, nada pelo sexo). Porém antes de tudo, teria que pelo menos sair com ela umas três vezes. Foi ai que eu pensei “é fácil, você já saiu com ela uma vez, vai sair de novo, só se lembrar daquela lábia filha da puta que você tinha quando mais novo”. Só que pensei errado mais uma vez senhoras e senhores leitores. Não tenho mais minha lábia e ela não seria tão fácil de conquistar, até mesmo porque se fosse tão fácil assim, não iria valer apena.

Porque não tentar? A amizade ficaria intacta caso eu falhasse e mesmo assim, no fundo no fundo, eu estava cagando e andando para isso. Muni-me de forças e fui à luta. Foram dias e dias no MSN, passando horas que se esvaiam pelos meus dedos, pois eu estava ficando realmente interessado na garota em questão e passei a gostar de gastar com ela quase meu dia útil todo. Em alguns momentos fui afoito e tentem uma aproximação mais dura sugerindo diretamente que estava afim dela, quase me jogando de frente para a fogueira, de uma forma que eu detesto conduzir minhas paqueras, porque não gosto de ser o “necessitado”, ou seja, não curto fazer o papel de chato que consegue pela insistência. Assim como houve horas em que eu a tratei como uma nobre amiga, com que eu nuca teria se quer uma amizade de foda.

Sim, travei batalhas internas até chegar aqui. Brenos dentro de mim sofreram ao ver-me perguntar se tinha alguma chance com ela (ato lamentável, lembrar de nunca fazer essa pergunta), até que o “Breno comediante” falou a frase mais certa: “cara, a garota nem deve saber o porquê dessa sua obsessão com ela”, ao passo que eu falei “ei, é verdade! Ela nem imagina o que é isso tudo!”. Eu estava fadado a um fracasso e talvez por isso falei na cara limpa “ você deve estar se perguntando o porque disso tudo agora”,mais uma vez estava certo, ela não sabia o porque de tudo. Qual foi a minha reação a esse fato tão obvio? Simplesmente menti, disse que quando a vi na rua da ultima vez ela estava mais bonita (o que, felizmente, não deixa de ser verdade). Sei que devia ter contado a verdade, ter falado que de uma lista com cinco nomes, ela era o único que estava perto e que nos últimos dias eu percebi que ela seria a segunda melhor escolha (porque ninguém vai ultrapassar aquela ser que eu conheci num verão passado).

Nesse sábado (23 de agosto de 2008) ela disse que não achava que eu estava dando encima dela. Ponto para o Breno pessimista, que foi contra tudo isso desde o inicio, afinal eu tinha perdido mesmo minha lábia ou ela não funciona via internet. Mas não importa, porque hoje (24 de agosto de 2008), um domingo chuvoso e sem graça, eu tenho a total certeza de que não vou conseguir nada. Essa vai ser mais uma derrota para empalhar e expor na estante da frente da sala de estar, para que os amigos riam das minhas desgraças enquanto tomamos uma boa dose de ilusão. (ta bom! Exagerei nessa ultima frase)

O que eu aprendi nessa história toda? Acho que posso dizer que aprendi a não fazer mais listas, mas o mais importante é o que eu não aprendi. Não aprendi a desistir disso tudo. Sei que amanhã (segunda-feira, dia 25 de agosto de 2008) eu vou conversa com ela mais uma vez e mais uma vez eu fazer insinuações, talvez fique só nisso até ela achar um cara que ocupe o lugar que eu poderia ocupar e fazê-la muito feliz (quanta pretensão Breno), mas principalmente sei que ela sempre foi uma boa escolha.

Só não consigo lembrar o que me levou a sair com ela quando éramos mais novos e nem porque nunca mais saímos. É uma pena!

P.S: Quase pensando em abandonar de vez o outro blog, porque aquele eu fiz para ter audiência e ver meus contos jogados em um lugar fedendo a mofo, parte meu coração.

Dois textos. Um post (só para facilitar)

O post a seguir é divido em duas partes: Um texto mais longo e de difícil entendimento e um texto mais curto de fácil entendimento.

Texto difícil e longo

Reflexões são sempre bem vindas eu sei, e talvez por isso que eu sempre escreva sobre elas. As vezes as conclusões que derivam das reflexões, são de carácter totalmente duvidoso, mas eu não to nem ai, porque ninguém pode me prender (ou pode?) só porque escrevo umas merdas aqui. Notei que paro muito para pensar e refletir, porém isso não quer dizer nada, porque por mais que eu tire uma conclusão, eu não sei usar o conhecimento novo. A parada é séria, eu penso, concluo e continuo agindo da mesma forma, é um ciclo vicioso (mais um para a coleção). Por isso eu achei legal escrever um post só sobre as coisas idiotas que nós percebemos ser idiotas, mas mesmo assim ainda fazemos.

Jogamos lixo no chão (porque você joga que eu sei, não negue), mesmo sabendo que aquele lixo vai entupir um bueiro. Damos importância a coisas pequenas (mesquinharia), quando temos ciência de que ela é tão pequena que nada vai mudar. Amamos quando amar é sem sentido (quase sempre). Gritamos mesmo quando gritar não vai trazer socorro. Lutamos quando devemos nos render. Escrevemos um blog, ainda que sabendo não ter talento para isso.

A vida não é dura, as coisas não são tão difíceis o quanto aparentam e o tempo não passa tão rápido assim. Somos nós, humanos desprovidos de algum ensinamento, que fazemos tudo ficar como é. É como um rato dentro de um labirinto aonde o prêmio final são dois queijos, um eletrificado e outro um queijo normal. Sabemos o final dessa história, sabemos que o rato vai entrar no labirinto pela segunda vez e não vai nem tocar no queijo eletrificado.

Porque sentimos saudades de que não vai voltar? Porque somos infelizes quando a felicidade é só um estado de auto descoberta? Porque nossos mundos (aquele que fica dentro da sua mente) não giram na direção mais correta? Porque Marte ainda tenta impressionar Vênus (para quem não saca de metáforas: Porque os homens ainda tentam impressionar as mulheres? Porque ainda tento escrever um blog?

Eu sei que indagar nunca foi a solução (indagar é muito existencialista), e mesmo assim ainda faço minhas perguntas. As vezes acho que devo ser fruto de alguma frustração divina, porém não acredito em vontades divinas (seria bom um dia eu explicar a minha visão “religiosa”), logo não posso acreditar que exista alguma correlação entre minhas perguntas e o significado da vida.

Texto fácil e curto

Só completando o meu ultimo post (Masoquismo): Agora sei que, além de gostar de sofrer, o ser humano também gosta de errar e continuar errando.

OBS: Quero entender o que me leva a escrever esses OBS, mais pelo fato de que OBS é uma sigla quase ginasial, muito utilizada pelos enfadonhos professores que nos faziam escrever coisas inúteis sobre assuntos inúteis.

OBS: Pelo amor de Deus (isso suou meio hipócrita, não?), lembrem que eu tenho outro blog e que ele também merece ser visitado e lido (quase implorando). Juro que só continuou enchendo saco, porque tenho a pequena impressão de que ninguém vai naquela budega... O nome do blog é Contos, café, poesia...

OBS: Só mantendo o hábito de agradecer: Muito obrigado as pessoas que leram até o final o post.

Mesmo assim, um pouco mais de mentiras...

Mentir é errado! Mas que diferença faz se tudo ficar bem e perfeito? O que acontece quando a mentira que contamos se torna objeto de prazer de terceiros? Alguém fica ofendido? Ou simplesmente não liga ? Porque, que diferença faz a mentira quando saímos lucrando?
Perguntas cruéis, mas mesmo assim sim válidas. Durante um bom tempo eu fazia essas perguntas, mesmo que no final não obtivesse uma resposta capaz de satisfazer o coração e a mente. Não vou mentir e dizer que agora eu tenho uma resposta que me satisfaça por completo, porque [como escrevi na primeira linha] mentir é errado. Errar numa altura dessas e falta de respeito com quem lê meu blog. As perguntas devem estar girando em torno de: Porque esse post Breno? Bom... Já faz algum tempo que escuto uma certa música em que um das estrofes diz: Sentir jamais/ Mentir é lei/ Quem vai se importar de viver/Num mundo onde todos são tão falsos e infelizes, e isso me fez pensar. Tenho poucos momentos de total solidão física. Estou sempre rodeado de pessoas, seja no colégio ou no trabalho. Por consequência escuto muitas mentiras [e as conto também], muitas das quais são visíveis, e essas mentiras claras como papel me fazem pensar se as minhas também não as são. Pensamos que podemos iludir as pessoas e as fazer acreditar no que quisermos, mas isso, por si só, já é uma mentira, pois ninguém é iludido ou ludibriado por segundos ou terceiros. As pessoas se iludem gratuitamente e assim vivem, acreditando ou fingindo acreditar no que lhes é contato. E o mentiroso? Esse sempre acha que está por cima e que todos estão sendo iludidos...

Questão




O que nos faz ser o que somo? Essa é uma pergunta que muitas vezes fazemos na vida e muitas vezes não obitemos a resposta; talvez porque realmente não exista uma resposta e essa seja mais uma pergunta que sempre vai nos martelar as cabeças. Como eu amo responder o que não tem resposta (mesmo sem sentido prático), tentei responder essa pequena e destrutiva pergunta (sim, eu não tinha nada melhor para fazer, meus chefes não foram trabalhar hoje).

Pensar em uma resposta digna de ser postada, foi bem trabalhoso, afinal de contas eu mesmo parei poucas vezes para pensar no assunto, pois desde criança achei que fossem os nosso idolos que moldavão o nosso carater, logo, quem não tinha idolos não tina carater. Só que (soques deviam ser abolidos)... eu não tenho idolo, e por mais que me ache uma pessoa ruim, na verdade não sou (sou até bom demais). E, assim a droga da pergunta foi crescendo na minha cabeça até que se tornou um dragão e já não podia derrota-lo sozinho. Acabei tendo que procurar ajuda (e eu realmente detesto depender de alguém), fui até um colega de trabalho e fiz a maldita pergunta. Se, para mim foi preciso quase três horas pensando, para ele foi preciso três minutos (tirem suas próprias conclusões, fato isolado). Assim, fui perguntando a várias pessoas. Teve gente que me mandou caçar o que fazer, porém depois de umas duas horas surge uma alma iluminada pela luz do esclarecimento e me toca com sua frase poética: " Essa é fácil! Nós nos moldamos. Chega uma hora que agente escolhe o que vai seguir, sem precisar ninguém nos mostrar as opições." Nesse momento eu quase cai...Aquela era a resposta que eu estava procurando (porque todas as respostas estão certas, nós é que precisamos nos acostumar com elas) ...Era simplesmente real, nós escolhemos o que vamos ser. Mesmo quando a nossa origem é contraria ao que queremos ser; mesmo quando a nossa condição (digo física, como os paralaplégicos) é diferente da que desejamos. Pessoas podem mover montanhas apenas com a sua força de vontade, então porque elas não podem ser aquilo que desejão, só por desejar?
Morri, é claro. Não tinha pensado em nada disso antes da revelação que me foi feita, estava de olhos fechados...
Sim, tirei uma conclusão mais solida de toda essa baboseira:
O que nos faz ser o que somo?
Somos aquilo de desejamos ser. Mesmo quando não temos consciencia do que queremos.