Dois textos. Um post (só para facilitar)

O post a seguir é divido em duas partes: Um texto mais longo e de difícil entendimento e um texto mais curto de fácil entendimento.

Texto difícil e longo

Reflexões são sempre bem vindas eu sei, e talvez por isso que eu sempre escreva sobre elas. As vezes as conclusões que derivam das reflexões, são de carácter totalmente duvidoso, mas eu não to nem ai, porque ninguém pode me prender (ou pode?) só porque escrevo umas merdas aqui. Notei que paro muito para pensar e refletir, porém isso não quer dizer nada, porque por mais que eu tire uma conclusão, eu não sei usar o conhecimento novo. A parada é séria, eu penso, concluo e continuo agindo da mesma forma, é um ciclo vicioso (mais um para a coleção). Por isso eu achei legal escrever um post só sobre as coisas idiotas que nós percebemos ser idiotas, mas mesmo assim ainda fazemos.

Jogamos lixo no chão (porque você joga que eu sei, não negue), mesmo sabendo que aquele lixo vai entupir um bueiro. Damos importância a coisas pequenas (mesquinharia), quando temos ciência de que ela é tão pequena que nada vai mudar. Amamos quando amar é sem sentido (quase sempre). Gritamos mesmo quando gritar não vai trazer socorro. Lutamos quando devemos nos render. Escrevemos um blog, ainda que sabendo não ter talento para isso.

A vida não é dura, as coisas não são tão difíceis o quanto aparentam e o tempo não passa tão rápido assim. Somos nós, humanos desprovidos de algum ensinamento, que fazemos tudo ficar como é. É como um rato dentro de um labirinto aonde o prêmio final são dois queijos, um eletrificado e outro um queijo normal. Sabemos o final dessa história, sabemos que o rato vai entrar no labirinto pela segunda vez e não vai nem tocar no queijo eletrificado.

Porque sentimos saudades de que não vai voltar? Porque somos infelizes quando a felicidade é só um estado de auto descoberta? Porque nossos mundos (aquele que fica dentro da sua mente) não giram na direção mais correta? Porque Marte ainda tenta impressionar Vênus (para quem não saca de metáforas: Porque os homens ainda tentam impressionar as mulheres? Porque ainda tento escrever um blog?

Eu sei que indagar nunca foi a solução (indagar é muito existencialista), e mesmo assim ainda faço minhas perguntas. As vezes acho que devo ser fruto de alguma frustração divina, porém não acredito em vontades divinas (seria bom um dia eu explicar a minha visão “religiosa”), logo não posso acreditar que exista alguma correlação entre minhas perguntas e o significado da vida.

Texto fácil e curto

Só completando o meu ultimo post (Masoquismo): Agora sei que, além de gostar de sofrer, o ser humano também gosta de errar e continuar errando.

OBS: Quero entender o que me leva a escrever esses OBS, mais pelo fato de que OBS é uma sigla quase ginasial, muito utilizada pelos enfadonhos professores que nos faziam escrever coisas inúteis sobre assuntos inúteis.

OBS: Pelo amor de Deus (isso suou meio hipócrita, não?), lembrem que eu tenho outro blog e que ele também merece ser visitado e lido (quase implorando). Juro que só continuou enchendo saco, porque tenho a pequena impressão de que ninguém vai naquela budega... O nome do blog é Contos, café, poesia...

OBS: Só mantendo o hábito de agradecer: Muito obrigado as pessoas que leram até o final o post.

7 Comentários:

Grahan disse...

Sempre gostei de divagações. Quando divagamos conhecemos um pouco mais sobre nós mesmos e nos fazemos conhecer.

Sobre a sua divagação, a verdade que eu consegui trazer à luz é a seguinte: as pessoas reclamam um monte (como no caso do lixo no chão), mas não fazem nada para ser diferente...

Thiago Borges disse...

Mais inspirado que nunca ein? Voce é meio que um filosofo hehe. A vida é mesmo cheia de misterios e é sempre bom tentar desvendalos. Eu costumo bolar minhas respostas para os misterios da vida, quem sabe um dia eu escreva sobre eles.

Minha historia com o Nirvana é antiga, conheci ainda garotinho. Aí ja viu né? Coisas que a gente conhece na infancia náo nos abandonam nunca.

Admiro a competencia musical do Kurt e sua atitude ante-paga-pau da mídia, mas sou contra a autodetruição.

Grande abraco

TOOP disse...

SEmpre os mesmo erros... da-lhe masoquistas de paltão.
:/

Eu pensei em trocar de blog... mas percebi q pior q está não fica. Então comtinuo lá.
:)

Bye Alienado

Mary West disse...

Ahhh nem precisa agradecer pq eu SEMPRE faço questão de ler tudo. Reflexões fazem parte da vida mesmo, as vezes elas parecem ser sem pé nem cabeça mesmo. Outro dia mesmo eu estava me perguntando sobre mortadelas redondas e presuntos quadrados. :D

Nai disse...

"Escrevemos um blog, ainda que sabendo não ter talento para isso." HÁ, eu que o diga hauahahuhauh!
e porque você tem dois blogs? eu no seu lugar postaria tudo no mesmo lugar, até porque eu não tenho maturidade o suficiente pra cuidar de dois blogs x.x

Jaque disse...

Concordo com certas coisas que vc disse. Principalmente a de dar importância a coisas pequenas. Muitas situações tomam proporções maiores porque a gente atribui a elas um significado que não existe, ou não faz sentido, acaba que viram tempestade num copo d'água. Têm momentos que vc generaliza um pouco e parece ser bem radical. É bom levar em consideração que somos seres imperfeitos, inseguros com a vida e que somos movidos por interesses, então lixo é jogado no chão, futilidades são valorizadas, um "eu te amo" mentiroso é dito... E como vc mesmo falou, indagar não é a solução, mas é bom pra que a gente tenha clareza do que acontece. Daí não mudamos, como deveríamos mudar, mas da pra se ter consciência das coisas e viver sem a ingenuidade que não deve existir.

Ah, ando lendo o "contos, café, poesia", só não comentei.
=]

Leo disse...

Cara, gostei demais do post! Eu também penso sobre algumas dessas perguntas. Concordo que as coisas são menos difíceis do que parecem e que o tempo não passa tão rápido assim [Nas aulas de biologia então! Como ele é devagar... xD]

Só não concordo com o texto fácil e curto. Não acho que o ser humano goste de errar. À meu ver´, nós percebemos o erro, mas somos burros ou preguiçosos o suficiente para continuar cometendo-o. No fundo, no fundo não é gostar de errar: é preguiça de mudar de postura mesmo.

Té mais!