O começo do fim?

A coisa que eu mais tenho sentido falta é de poder escrever como escrevia antes. Faz alguns meses que eu estou passando pela maior crise de criatividade de todos os tempos dessa curta existência que chamo de vida. Nunca antes eu havia passado por um período tão grande de falta de inspiração. Atualmente só consigo escrever sobre aquilo que ouço e vejo. Criar que é bom, necas!

Vocês (hoje posso dizer vocês, pois sei que mais de uma pessoa visita esse blog) podem nem ter percebido, porque não coloco aqui minhas criações, mas quem lê o Contos Café Poesia já deve ter percebido que eu não posto nada à um bom tempo. Não quero escrever textos, contos e poesias com menor qualidade do que aquelas que eu já escrevia, então por isso não posto nada. Minha mente tenta se manifestar algumas vezes durante o dia, mas geralmente eu estou no meio de um trabalho ou na condução e por isso não tenho tempo de parar para colocar no papel as loucas idéias que surgem e quando eu digo que são loucas, é porque elas realmente estão muito fora do normal.

Ainda não terminei o conto/romance que estava escrevendo, o Camadas, e para piorar ainda não acabei a série Um Novo Escurecer e nem o conto Lotus. Estou definitivamente parado. Admito que não sei por onde voltar, é fato que eu perdi o feio da meada em todos os projetos que tinha começado.

Início 2009 cheio de projetos inacabados e uma extrema falta de tempo. Agora vem a faculdade (se tudo der certo nesse domingo dia 11), que aparenta consumir muito mais tempo que o colégio.

A boa notícia é que agora eu sou o moderador da sessão de quadrinhos do Meia Palavra (fórum de literatura, sobre o qual já falei aqui mais de mil vezes) e faço parte da equipe do blog do Meia Palavra.

Na real: eu nem sei o que vai acontecer com o Super Nada mesmo. Não sei se terei tempo de manter um blog pessoal e nem sei se quero manter isso, mas também não quero perder o único lugar de verdade aonde posso deixar minhas opiniões aleatórias sobre a humanidade. Só espero que no meio disso tudo, vocês, os leitores do Super Nada, entendam que eu estou crescendo e evoluindo mentalmente e por isso preciso de novas fronteiras à quebrar.

Não, esse não é meu ultimo post (assim espero). Mas pode ser o penúltimo. Bom... vocês vão saber aonde me procurar se eu for escrever em outro lugar. Quanto aqueles que eu acompanho os blogs ( Mari, Leo e outros que no momento não lembro os nomes), aviso que não vou deixar de ler o que escrevem, só não vou poder fazer isso com a agilidade que fazia antes.

Abraços, garotada! E não se esqueçam de ler meu primeiro post no Blog do Meia Palavra (sim isso é um link e para ler basta clicar nele)

Nove mil musiquinhas clichês

Esse post foi escrito para o meu novo blog, mas como eu ainda não terminei ele, vou postar aqui mesmo.

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O que devemos esperar de uma banda que tem em sua formação três figuras mais que carimbadas do novo pop rock nacional? Boa coisa é que não é! Imagine juntar numa mesma banda um cara que tocava com a Pitty, o Junior (aquela sombra da Sandy) e o Champion ex Charli Brown, e ainda de quebra colocar um vocalista com uma voz estranha e totalmente desconhecido. A primeira vista essa não é uma mistura muito confiável. Mas (in)felizmente essa é exatamente a formação da 9 Mil Anjos.

Ouvi falar da 9MA pela primeira vez num daqueles programas de fofoca que passam na televisão, não que eu adepto desses programas de fim de tarde, mas como estava dando uma passeada pelos canais da nossa tão adorada televisão aberta, acabei me interessando e vendo a matéria completa sobre a banda. Como eles são uma grande novidade e falta ainda conteúdo para falar, o programinha nem se deteve durante muito tempo no assunto banda e sim na vida de cada um dos participantes, porém aqueles poucos minutos que foram gastos falando sobre a banda, foram o suficiente para me fazer pensar em realmente ouvir algo deles quando estivesse disponível na rede.

Não demorou muito para o 9MA dar suas caras ao mundo, depois de passar um tempo dentro de um estúdio nos E.U.A gravando seu primeiro CD. Diferente da minha previsão, o lançamento do álbum não foi um boom daqueles, na verdade ouve pouca divulgação por parte da mídia e parecia que estavam todos empenhados em boicotar o trabalho de nossos jovens músicos de carreiras já manjadas ou que eles mesmos havia, de propósito, afastado seu passado afim de não deixarem isso atrapalhar o novo projeto.

Depois de alguns dias do lançamento do álbum eu já o tinha em meu mp3 player (leia como companheiro inseparável de viagem) e o examinava minuciosamente durante a viagem diária que faço todos os dias para ir ao trabalho. Ouvi cinco incansáveis vezes o CD, dedicando minha mente só as melodias, letras e arranjos que estava tocando e fiz tudo de olho fechado imaginado cada um dos músicos tocando seus devidos instrumentos. Queria fazer tudo direito já que essa seria a primeira crítica que eu faria no blog.

Agora posso dar a minha opinião sobre o trabalho do 9MA. E apesar de ter gostado do CD e continuar ouvindo mesmo depois de terminada a necessidade de ouvi-lo, minha crítica não vai passar muito longe de todas as já feitas. O primeiro álbum do 9 Mil Anjos não é grande coisa, é repleto de clichês e lugares comuns, tem bons instrumentistas, um vocalista que as vezes surpreende com sua voz estranha e tem letras extremamente previsíveis. Sua formação é Peu (ex Pitty) na guitarra, Champion (ex Charli Brown) no baixo, Júnior Lima (ex Sandy e Júnior) na bateria e Perí (um desconhecido qualquer) no vocal. Afirmo que eles sabem como conduzir o cd bem, a coisa toda não chega ser ruim, só é diferente do que qualquer um esperava. Definitivamente ou ia ser uma bomba completa ou um álbum genial, só que não foi nada disso. Agora espero o segundo álbum para saber se eles vão se manter por esse lado que estão ou se destruíram o pouco que já tem.

Não vou mentir, o álbum 9MA não algo que eu recomendasse para as pessoas que não sabem como lhe dar com coisas novas, mas também não é um CD para se ouvir quando a banda acabar. Ouçam e me digam o que vocês acham.

Uns links da banda:

Site: http://novemilanjos.uol.com.br/

Myspace: http://www.myspace.com/novemilanjos

Fotolog: http://www.fotolog.com/novemilanjos

Youtube: http://www.youtube.com/novemilanjos

Único presente de aniversário!


Sei que isso não é um flog, mas eu tinha que mostrar o único presente que eu ganhei nesse dia vinte e um de dezembro (meu aniversário para os desavisados).
Ganhar um garrafa dessas me fez mais feliz, porque é dentro dela que está a falicade, como o sábio avô do Constantine já dizia.
Em fim manolos, amo todos vocês. Já estou alto com a vodka, mas isso me deixa mais feliz ainda, porque o balanço desse final de semana foi horrivel.
Beijocas e ótimo natal para todos.

Fábulas


Desde de pequeno eu sempre acreditei que havia algo por trás de cada uma daquelas fábulas que me contavam na escola. Simplesmente eu não conseguia conceber uma idéia como um final feliz para toda a eternidade, primeiro porque a eternidade é muito tempo e ninguém pode ser feliz por tanto assim; segundo porque aprendi muito sedo que tudo tem dois lados principais: o lado de quem conta e o lado de quem viveu a situação.

Tente imaginar junto comigo um mundo de contos de fadas e fábulas aonde as coisas não são bem como nos contaram. Vamos criar um novo mundo de fantasia. Começando pelas coisas básicas: não haverá sempre finais felizes, príncipes encantados podem ser gays, nem todas as bruxas são más e nem toda princesa é virgem. Não seria uma coisa tão ruim assim não é verdade?!
Outras pessoas já tentaram recriar o mundo da fantasia, mas na minha opinião não ficou muito bom. Qual é graça do Shereck afinal de contas? Tipo: uma princesa que vira um ogro fêmea? Um ogro fêmea? Isso não tem graça! É como enganar mais ainda as criancinhas que estão vendo o desenho. Eles alegam que construíram uma nova forma de terminar os contas de fadas, com os personagens mais incomuns se tornando protagonistas e todo aquele blá blá blá de não exclusão e preconceito, mas é tudo besteira. Sabe o que seria legal mesmo para o final de Shereck: o ogro comendo todo mundo! Isso sim seria legal.

Agora deixando um pouco de lado essa coisa de ogro comendo gente. Tenho que explicar o porquê desse meu interesse repentino em fábulas. Bem... na quarta-feira (10/12) eu comecei a ler uma das HQs mais legais que já baixei e ela fala exatamente das fábulas, na verdade fala sobre o mundo por trás das fábulas que agora vivem em nossa realidade. O nome da HQ é Fables (fábulas em português) e conta história das fábulas que deixaram seu mundo (na HQ chama de Terra Natal) para vir coexistir em nosso mundo, mas sem, é claro, ficar a mostra para os humanos. A maior parte das histórias se passa no centro de Nova York, aonde existe um grande edifício que é onde fica a prefeitura da cidade de Fábulas e nele trabalham e vivem algumas das fábulas ainda com seus castelos, mas nesse ultimo caso, devidamente escondido dentro de salas por meio de magia. A vice prefeita da cidade de Fábulas é a nossa amável, mas de passado desonroso, Branca de Neve, que emprega como seu xerife o ex malvado Lobo mal, que por sua vez tem como ajudando o príncipe que um dia foi sapo e que não perde a mania de comer insetos.

Bom... Fables ou Fábulas é simplesmente foda e merece ser lido por cada pessoa que se acha no mínimo inteligente. Vou deixar o link para vocês baixarem, junto com o link do programa que é usado para a visualização das HQs.

P.S: Agora eu sou moderador da parte de quadrinhos do fórum Meia Palavra, do qual já falei aqui umas duas vezes. Quem quiser, dá uma passada por lá! Espero vocês.

Links:
Fábulas - link para o site da vertigem
CDisplay - link para o programa que permiti visualizar o tipo de arquivo em que gravado o fábulas

4/12



A exatos quatro anos atrás eu tive a maior experiência da minha vida! E eu não estou falando de perder a virgindade! A quatro anos atrás eu estive no lugar mais iluminado por forças divinas em que já pode ter a felicidade de estar. Sim senhoras e senhores, no dia 4 de dezembro, eu, Breno Cavalcante de Souza, estava na Apoteose do Rio de Janeiro, contemplando o show da banda Pearl Jam. Já comentei sobre esse dia aqui no blog, mas como é a única data em que posso dizer que tive uma experiência espiritual, tenho que voltar a falar nela toda semana em que ela faz aniversário.

Não importa quantas vezes eu tente negar ou quantas vezes diga a mim mesmo que essa data nada significa, simplesmente não consigo apagá-la da minha mente. Acredito que é pelo simples fato de que quando o Pearl Jam subiu no palco naquele dia e começou a tocar, por alguns segundo ou nano segundos, eu, o cara mais cético do mundo, acreditei na existência de um ser chamado Deus. Pode parecer coisa de fã maluco, mas juro que não é, tanto porque eu nem escuto mais tanto PJ assim.

Não sei se posso descrever direito como foi estar lá naquele momento ou o que eu realmente senti, só me lembro que não estava drogado e nem alcoolizado. Foi como... como... tocar o céu com os meus dedos e sentir que ele era feito de uma geléia de energia. Eu estava lá, na arquibancada, rodeado de amigos, rodeado de gente que estava ali pelo mesmo motivo que eu: ser feliz da forma mais simples do mundo, ouvindo música! E era boa música, das melhores para ser mais exato.

Para ser sincero, o PJ começar o show com Last Exist e Do The Evolution, foi muita maldade comigo, mas o que acabou mesmo com o meu coração foi terem tocado Save You logo na terceira música, tenho que admitir que quando escutei a guitarra arranhada do Mike McCready tive orgasmos múltiplos e meu corpo começou a ficar gelado (viadagem pura, mas foda-se) no meio do refrão, aonde se grita: Save you, save me, eu dei um grito tão forte, que era como se a minha garganta fosse um foco profundo e aquele fosse o grito da minha alma... pausa para o choro... Outra cena que sempre estará em minha memória é ouvir e ver Eddie Vader dizer que eles voltariam aqui quando Bush não estivesse mais no poder, essa frase acelerou ainda mais minha circulação e me fez pensar: eles voltam. Puts! Tenho calafrios só de pensar que um dia eu vou gritar de novo Save you, save meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...

Espero que vocês tenham entendido porque esse dia é tão especial para mim, que tenho conseguido sentir a emoção que me dar escrever essa palavras de cunho sexual duvidoso, porque eu cada vez que eu escuto o cd daquele dia, choro como uma criancinha. Alguns conhecem Deus em uma igreja outros no meio da mata em meio a orgias, comigo é diferente, conheci Deus, quando vi que poderia voar e ser bem mais que um homem melhor (só vai entender essa piada quem conhece as música Given to Fly e Betterman do PJ).

E para quem não curte PJ, só tenho a dizer: never was for you...fuck you...